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Semasa pede autorização à Cetesb para ampliar aterro de Santo André

Semasa pede autorização para ampliar aterro
Projeto ampliaria em 35 mil metros quadrados área do aterro sanitário. Foto: Divulgação/Semasa

O Serviço Municipal de Saneamento Ambiental do município (Semasa) aguarda parecer da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para nova ampliação do aterro sanitário. A nova área, 35 mil metros quadrados, ampliaria em mais seis anos o tempo de vida útil do equipamento. Atualmente, o local tem vida útil estimada em dois anos.

“Já estamos com o estudo sendo feito, para ampliar em uma área contígua ao aterro, o que aumentaria para oito anos a tempo de vida”, explicou o diretor do Departamento de Resíduos Sólidos do Semasa, José Elídio Rosa Moreira. O estudo deve ser concluído até o final deste mês e uma possível autorização é aguardada para o final deste ano.

“Mesmo assim, não podemos dormir com esse prazo. Por que quando menos esperamos esse prazo já se esgotou. Por isso, é importante focar do aumento da reciclagem, para diminuir a quantidade de resíduos que são enviados para o aterro”, completou o diretor. “É bom destacar que quando esta gestão assumiu, o aterro poderia ser utilizado até o final deste ano, e já conseguimos uma expansão até 2020”, destacou o prefeito Paulo Serra (PSDB).

“Ficamos praticamente quatro anos sem aterro. Sem essa pausa, o local já teria esgotado sua capacidade. Temos dois anos pela frente e mais seis de uma possibilidade que nunca alguém havia colocado sobre a mesa”, detalhou Moreira. “Quando olhamos os números, fica claro que o aumento da reciclagem, o segundo turno das cooperativas de triagem de resíduos, a inclusão de uma terceira cooperativa e os programas que a prefeitura tem adotado, como o Moeda Verde, nos mostra que é possível ampliar a reciclagem e o tempo de vida do aterro”, destacou.

Campanha

O Semasa lança esta semana uma nova campanha de conscientização da população sobre a importância da reciclagem. Desde 2014, a quantidade de material reciclado aumentou 150%, passando de 12% do total de resíduos coletados para 30% de todo lixo produzido no município.

Iniciativas como aumento do número dos ecopontos – a cidade conta com 20 – e programas como o Moeda Verde, que troca materiais recicláveis por alimentos no Núcleo dos Ciganos, ajudaram nessa elevação, segundo os gestores.

No entanto, ainda chega a 48% a quantidade de resíduos secos que são descartados junto com resíduos úmido e que, uma vez contaminados, acabam indo parar no aterro. “A cidade gasta quase R$ 80 mil por ano com coleta de lixo. Quanto mais material for reciclado, mais esse recurso será economizado, podendo ser investido em outra área, e mais as cooperativas vão poder gerar renda para seus cooperados”, afirmou o prefeito.

A quantidade total de resíduo recolhido na cidade teve pouco aumento, passando de 228,5 mil toneladas em 2016 para 232,6 mil toneladas em 2017, com uma produção média diária de 0,89 quilos de lixo por habitante. Das 864,4 toneladas de resíduos secos coletados em 2017, 52% foi reaproveitado e vendido, gerando renda para as cooperativas. A meta é chegar a 70% ainda este ano, com aumento dos turnos das cooperativas que atuam no aterro.

Os 48% de resíduos secos que ainda são descartados junto com os resíduos úmidos, impossibilitando a sua destinação correta, representa 105,4 mil toneladas. “Queremos diminuir isso, mas não é fácil. É preciso recuperar a credibilidade da população, que tem um grande trabalho para separar o resíduo, de que esse material vai ter seu destino correto. Precisamos também melhorar a triagem, para não misturar resíduo seco e úmido. Não dá para falar em números, mas qualquer avanço vai ser positivo e é isso que as nossas campanhas visam”, concluiu o diretor.

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