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Sem recursos, Serra cancela desfile de carnaval em S.André

Para sanar o rombo nas finanças, Serra contingenciou 60% do orçamento previsto para 2017. Foto: Eberly LaurindoO governo do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), anunciou ontem (10) o cancelamento da edição de carnaval deste ano, devido à crise financeira pela qual passa o Paço. A decisão teria sido tomada “em comum acordo” durante reunião com representantes da União das Escolas de Samba de Santo André (UESA), responsável pela organização dos desfiles tradicionalmente realizados na avenida Firestone, no bairro Casa Branca.

A prefeitura informou por meio de nota que a “realidade orçamentária” do município obriga a administração a dar prioridade à organização das finanças do Executivo, quitação de débitos com fornecedores – que estariam há meses sem receber pelos serviços prestados – e “retomada do crescimento e potencial de investimento da cidade”.

Segundo o chefe do Executivo, a fragilidade financeira do Paço ocorre por conta da revisão na projeção de arrecadação para este ano e da dívida herdada da gestão passada, que ultrapassaria R$ 300 milhões. Para tentar sanar o rombo, o prefeito contingenciou 60% do orçamento previsto para 2017. A medida representará congelamento de cerca de R$ 1,9 bilhão na projeção de receitas neste exercício.

No ano passado, a gestão do ex-prefeito Carlos Grana (PT) destinou R$ 795 mil em subsídios para as escolas de samba e para a montagem da estrutura necessária para o desfile, além da instalação de 70 banheiros químicos, sistema de som, iluminação, caminhão-pipa com água potável e praça de alimentação. Na oportunidade, a prefeitura também cedeu duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), efetivos da Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar (PM) e 50 seguranças particulares.

Outras cidades

Em São Bernardo, o prefeito Orlando Morando (PSDB) já havia anunciado o cancelamento do desfile de carnaval, sob mesma alegação de falta de recursos. Em Diadema, o prefeito Lauro Michels (PV) sustentou, ainda em 2016, que iria substituir os desfiles tradicionais por programação menos onerosa, como blocos de rua e marchinhas, em modelo semelhante ao implementado no ano passado.

Os demais prefeitos da região ainda não se posicionaram sobre o assunto.

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