Brasileirão, Esportes

Sem dinheiro, Santos reduz concentração antes dos jogos

Com dívidas a curto prazo de R$ 195 milhões para pagar, o Santos decidiu não concentrar os jogadores na maioria dos jogos como mandante no Campeonato Brasileiro. A razão é financeira, mas o clube diz que este não é o único motivo.

A medida será colocada em prática antes da partida de amanhã (14), às 21h, contra o Ceará, pela primeira rodada da competição nacional.

O clube confirma que a concentração será diminuída, mas não abolida. A assessoria nega que isso aconteça somente por questões financeiras. O Santos quer alterar o relacionamento com os jogadores.

A reportagem apurou que o treinador da equipe, Jair Ventura, está descontente com a novidade e que não foi consultado a respeito do assunto. Se fosse, teria sido contrário.

Os jogadores terão de se apresentar em horário predeterminado antes da partida na Vila Belmiro ou da ida a São Paulo de ônibus para os jogos no Pacaembu. Quando atuar como visitante, a concentração acontecerá, até porque é necessário viajar, mas voos e hospedagens são pagos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Nem todos os integrantes da diretoria estão satisfeitos com a decisão e ainda têm esperança de revertê-la. “Não creio que isso seja correto. Vou conversar com o (presidente José) Peres para tentar demovê-lo dessa ideia”, disse o vice-presidente Orlando Rollo.

Em conversas com aliados, Peres tem dito que, na época dourada de Pelé e Coutinho, os jogadores do Santos não concentravam, mas ganhavam jogos e títulos. Muita coisa no futebol mudou, mas isso não, acredita. A responsabilidade de se cuidar fisicamente antes dos jogos seria de cada jogador, que terá de responder por isso.

Nos anos 1960, o Santos tinha concentração. Os atletas se hospedavam na chácara Nicolau Moran, hoje desativada, em São Bernardo.

 

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