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Segundo turno da reforma deve ficar para dia 22, diz líder do PSL

Segundo turno da reforma deve ficar para dia 22, diz líder do PSL
Major Olímpio: “Meus colegas senadores querem colocar situações para discutir e para protelar a reforma”. Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

O senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, disse ontem (7) que talvez a Casa consiga votar o segundo turno da reforma da Previdência apenas no dia 22.

Em evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Major Olímpio afirmou que o Senado poderia tentar votar o projeto no dia 15. Porém, para isso, os senadores que viajarão ao Vaticano nesta semana para acompanhar a canonização da Irmã Dulce precisariam voltar ao Brasil na próxima segunda-feira (14). “Eles vão estar ali em Roma, viajando com recursos públicos”, ironizou o senador.

“Meus colegas senadores querem colocar situações para discutir e para protelar a reforma”, prosseguiu Olímpio, referindo-se ao impasse em torno da divisão dos recursos do megaleilão do pré-sal.

Na semana passada, a falta de acordo fez com que os senadores reduzissem a economia com a reforma da Previdência em R$ 76,4 bilhões em dez anos, com a derrubada de mudanças no pagamento do abono salarial durante a votação dos destaques ao projeto, após a aprovação do texto-base em primeiro turno. “Temos esse impasse neste momento. A Câmara não aceita o que nós votamos (sobre a divisão dos recursos), e nós não aceitamos o que a Câmara quer fazer.”

O senador defendeu a in­clusão de Estados e muni­cípios na reforma por meio da Proposta de Emenda Cons­titucional (PEC) Paralela, que tramita no Senado, e disse que a Câmara barrou a inclusão de Estados e municípios devido a interesses eleitorais. “A Câmara não quis (manter a regra) porque, dentre outras razões, no ano que vem tem eleição. Mudança previdenciá­ria é uma coisa árida, não dá voto, mas é necessário”, afirmou.

Major Olímpio afirmou, ain­da, que o interesse público deve vir antes de “interesse partidário e das urnas”.

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