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Segunda geração do Mercedes-Benz GLA chega da Alemanha na versão AMG Line

Segunda geração do Mercedes-Benz GLA chega da Alemanha na versão AMG Line
Esportividade do novo GLA está presente no capô vincado, nos faróis de LED e na grade em estilo diamante. Fotos: Malagrine Estúdio/Divulgação

DANIEL DIAS
AutoMotrix

Um dos dois modelos produzidos pela Mercedes-Benz no Brasil até o final do ano passado, o GLA teve sua segunda geração apresentada em live na última terça-feira (23). Agora trazido da Alemanha, o utilitário esportivo já está nas concessio­nárias brasileiras, on­de chega apenas na versão top de linha AMG Line, com preço sugerido de R$ 325.900.

“A situação econômica no Brasil tem sido difícil por muitos anos e se agravou devido à co­vid-19. Ao longo do nosso pro­cesso de transformação, con­tinuamos a reestruturar nos­sa rede de produção global. Aumentar nossa eficiência e oti­mizar nossa capacidade de utilização é um facilitador importante. Por isso, decidimos encerrar a pro­dução de automóveis premium no Brasil”, justificou Jörg Burzer, membro do conselho de administração da Mercedes-Benz AG.

Dentro desse contexto, o GLA 200 desembarca equipa­do com o novo motor 1.3 turbo de quatro cilindros, 163 cavalos de potência e 26 kgfm de torque à disposição em qualquer rotação. Segundo a Mercedes, o novo GLA acelera da imobi­lidade a 100 km/h em 8,7 se­gundos e pode chegar à velocidade máxima de 210 km/h, limitada eletronicamente. O SUV compacto tem câmbio automático de sete velocida­des 7G-Tronic DCT de dupla embreagem, com trocas mais rápidas e suaves, pois a marcha seguinte já fica pré-engatada.

O motorista do GLA 200 AMG Line pode escolher entre três programas de condução por meio da tecla Dynamic Select localizada no console central. São modos de condução com opções de configuração pa­ra motor, transmissão, dire­ção e controle eletrônico de estabilidade. No modo Sport, o veículo fica mais dinâmico; no Comfort, a configuração é mais equilibrada e o modo Eco coloca ênfase na eficiência máxima e economia de combustível, pois o motor trabalha com ape­nas dois cilindros em rotações baixas. Há ainda o modo Individual, com as preferências de condução de cada motorista.

O novo GLA se destaca por ser um SUV genuinamente es­­por­tivo desde o primeiro mo­mento de observação. O mo­delo tem 4,41 metros de com­primento, 1,83 m de largura, 1,61 m de altura e 2,72 m de distância de entre-eixos. Na dianteira, os itens em evidência estão no capô, com vigorosos vincos longitudinais, nos faróis de LED de alta performance e desenho exclusivo e na grade em estilo diamante com “aberturas” cromadas.

As barras de teto em combinação com os acabamentos externos dos para-lamas em preto trazem a identidade inconfundível de um SUV. As rodas AMG de 20 polegadas acrescentam visual esportivo. As lanternas, também em LED, são divididas em duas partes, facilitando o acesso ao porta-malas e incrementando a percepção de amplitude e estabilidade.

As opções de rebatimentos dos encostos tornam o novo GLA um veículo de transporte flexível para o uso diário, saindo de 435 litros na área normal do porta-malas e cres­cendo até 1.430 litros com os assentos traseiros rebatidos.

No interior da cabine, o novo GLA ficou mais digital. Duas telas de alta resolução, com 10,25 polegadas cada uma, no quadro de instrumentos e no console central em conjunto com o sistema MBUX, facili­tam a vida a bordo. Ambas utili­zam comandos na tela touch­screen, touchpad no volante e no console central e por voz.

O GLA 200 AMG Line acrescenta itens de comodidade de série como acesso sem chaves Keyless-Go (partida do motor e abertura de portas e da tampa do compartimento de carga), pacote de estacionamento ativo Parktronic e câmera de ré, bancos dianteiros com ajustes elétricos e memória, teto solar panorâmico, ar-condicionado Thermotronic de duas zonas e carregador sem fio para celular. O pacote de alarmes traz outra novidade: com o veículo estacionado, o sis­tema Urban Guard faz o monitoramento e informa o motorista sobre tentativas de roubo, batidas e se houver guinchamento.

Também presentes no novo GLA, os sistemas que compõem o Mercedes-Benz Intelligent Dri­ve são os primeiros passos para o universo dos veículos autônomos. Vários sensores, câmeras de vídeo e de infravermelho e radares de longo e curto alcance auxiliam ativamente na função de dirigir. Fazem parte do sistema o Assistente Ativo de Distância Distronic, que detecta o tráfego parado e ajuda o condutor a ajustar a veloci­dade, podendo colaborar ainda na parada total do veículo; o Assistente de Frenagem, com observação de tráfego cruzado, veículos à frente, pedestres e ciclistas; o Auxílio à Direção Evasiva, que oferece suporte na manobra controlada em torno de um pedestre, com torque de direção adicional para tornar mais fácil endireitar o veículo novamente; o Assistente de Direção, que ajuda o condutor a manter o carro no centro da faixa, com leves intervenções no volante; o Assistente de Desembarque e o Pacote de Estacionamento Parktronic com câmera de ré – que, juntamente com o Assistente de Ponto Cego, é capaz de detectar o tráfego cruzado ao estacionar em marcha a ré, freando automaticamente após emitir um aviso sonoro.

O segmento de SUVs Pre­mium cresceu em todo o mun­do, inclusive no Brasil, e a equi­pe de desenvolvimento da Mercedes-Benz tem reunido es­forços para atender aos clientes da categoria. “Em 2020, os SUVs representaram mais de 40% de nossas vendas no Brasil. Com a chegada do novo GLA, estamos muito confiantes de que temos as melhores opções para todos os tipos de cliente que procuram um SUV com visual esportivo e personalidade própria”, afirmou Jefferson Ferrarez, CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans do Brasil. Com o lançamento do novo GLA 200 AMG Line, a marca “congestiona” as ruas com a maior linha de modelos SUV Premium do mercado brasileiro. Além do novato, oferece o GLC, o GLC Coupé, o GLE, o GLE Coupé, o GLS, o G e o recém-apresentado GLB.

 

Otimização da rede global de produção e foco na eletrificação

Com a decisão da Mercedes-Benz de encerrar a produção de carros em Iracemápolis (SP), o Brasil deixou de ter a primazia de fabricar dois dos principais modelos da marca da estrela de três pontas, o GLA e o Classe C.

“A Mercedes-Benz AG está trabalhando rumo ao futuro da mobilidade neutra em CO2 (dióxido de carbono) e investindo na transformação da compa­nhia, com foco na eletrificação e na digitalização de seus veículos. Isso inclui a otimização de sua rede global de produção”, foi a justificativa dada pela marca alemã no final do ano passado, quando decidiu pelo término da produção no país.

Com o encerramento da produção no interior do Estado de São Paulo, a empresa ain­da está decidindo o que fazer com os 370 empregados da fábrica – a maior parte deve ser demitida. Em 2020, o Classe C teve 1.977 unidades vendidas no Brasil e o GLA, 1.361. De acordo com a Mercedes-Benz, a situação econômica no país tem sido difícil há muitos anos e foi agravada pela pandemia do novo coronavírus.

“A decisão de fechar a fábrica em Iracemápolis foi tomada com base em vários fatores, in­cluindo a atual situação do mercado brasileiro. Buscaremos alternativas para os empregados, com a pos­sibilidade de um programa de demissão voluntária e outras saídas que serão avaliadas em um futuro próximo”, informou a montadora em comunicado oficial.

A Daimler AG manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus em São Bernardo e a de cabines de caminhões em Juiz de Fora (MG). O volume de automóveis produzido em Iracemápolis foi transferido pa­ra outras fábricas da Mercedes pelo mundo. As cerca de 50 concessionárias de automóveis da marca no Brasil continuarão oferecendo os veículos importados.

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