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Sartori: ‘filas nas UBSs em Diadema serão eliminadas em três meses’

Sartoria defende reaproximação a práticas do SUS. Foto: Eberly LaurindoO secretário de Saúde de Diadema, Luís Claudio Sartori, que assumiu a pasta no início deste ano, garantiu que as filas que hoje são comuns nas unidades básicas de saúde (UBS), formadas por munícipes que buscam atendimento e marcação de consultas, serão eliminadas em um prazo de três a quatro meses. “Estamos reimplantando protocolos e, basicamente, a condição primária das unidades, que é o acolhimento”, explicou Sartori, durante audiência pública realizada ontem (22) para apresentar os dados financeiros e indicadores da pasta relativos ao terceiro quadrimestre de 2016.

Sartori detalhou que em toda a rede está sendo executo movimento de “reaproximação das práticas do Sistema Único de Saúde (SUS). “Um acolhimento moderno, que dá certo, com estudos que provam que é o mais adequado, mostrando que a classificação de risco nas portas de entrada do sistema da atenção básica garante que o usuário rode mais rápido no sistema e as filas vão diminuindo”, afirmou. “Filas para consultas médicas, que nos remetem aos anos 70. Isso é inaceitável”, pontuou.

O diretor de Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Douglas Schneider, afirmou que estão sendo estudadas formas mais ágeis de receber os munícipes nas UBSs. “Estamos retomando os processos de acolhimento, a escuta técnica, por meio de protocolos, de modo que, ao invés de termos várias pessoas em uma fila aguardando uma senha, a gente tenha capacidade de atender esses pacientes que vêm procurar atendimento”, pontuou. “É difícil falar uma data, mas acreditamos que de três a quatro meses seja um prazo razoável. Não vamos inventar nada. Vamos simplesmente voltar a fazer o que já foi feito e com sucesso”, destacou.

Recursos

Na apresentação dos dados financeiros e dos indicadores do terceiro quadrimestre de 2016, o secretário de Saúde de Diadema mostrou que, durante todo o ano passado, a administração municipal investiu quase 40% do orçamento na área. “Somos, na região metropolitana de São Paulo, a cidade que mais gasta com saúde. É positivo, porque mostra o empenho desta gestão com uma área tão importante. Porém, é insustentável. Não tem como manter investimento nesse nível”, alertou.

Pela constituição, as cidades devem investir no mínimo 15% na Saúde. Em 2016, dados preliminares indicam que o aporte foi de 39,03% e em 2015, de 37,08%. Segundo os técnicos, o aumento se deve à perda da receita, causada especialmente pela queda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), fazendo com que o gasto proporcional aumente.

Do gasto em 2016 com a saúde na cidade, R$ 343 milhões, 74,42% são recursos municipais, 24,36% federais e 1,22% estaduais. O montante federal poderia ser melhor, se a cidade não tivesse optado, durante toda a gestão passada (sob responsabilidade do ex-secretário José Augusto da Silva Ramos), por não aderir a programas do Ministério da Saúde que previam aporte de recursos.

“Não dá para falar em números, mas é um valor bastante considerável. Nossa cobertura do programa de Saúde da Família, que atingia quase 100%, hoje beira 60%. Precisamos de ao menos 115 agentes de saúde e a cada vez que pactuamos em um dos programas do governo federal, recebemos por isso, tendo que em contrapartida prestar contas e atender alguns critérios”, detalhou Sartori. “Entre 2012 e 2016, por uma decisão técnico-política, a cidade de Diadema perdeu recursos federais”, disse.

UPA

O secretário de Saúde afirmou, ainda, que a cidade está negociando com o Ministério da Saúde para receber Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Diadema já conta com uma, UPA Paineiras, que deixou de atender em regime 24 horas e tinha o projeto para construção de mais uma unidade, ao lado do Hospital Municipal, no bairro Piraporinha.

O antigo secretário declarou, por diversas vezes, que as UPAS eram “presentes de grego”, porque o governo federal as construía, mas os municípios ficavam com a gestão. Para o atual chefe da pasta, o programa é benéfico. “A cidade quer as UPAS, queremos muito. Das políticas de adesão do Ministério da Saúde temos duas mais favoráveis, com financiamento um pouco maior, dentre elas, as UPAS”, garantiu.

um comentário

  1. Ananias barbosa de Lima

    A ubs de Vila Nogueira esta de parabéns no atendimento medico e administração, mas por outro lado, a bagunça em falatórios alto ,dificulta os trabalhos dos medico e enfermeiros, ate mesmo os agentes não consegue se calar,

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