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Sargento Simões critica governo Marcelo Oliveira e se coloca como candidato a deputado federal

Sargento Simões: “a atuação do governo municipal é fraca; vejo um prefeito omisso e um governo que não vai chegar a lugar nenhum”. Foto: divulgação
Sargento Simões: “a atuação do governo municipal é fraca; vejo um prefeito omisso e um governo que não vai chegar a lugar nenhum”. Foto: divulgação

Por Wilson de Sá especial para o Diário Regional

O vereador de Mauá Anderson Alves Simões, o Sargento Simões (Podemos) viu fracassar sua proposta de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), com o objetivo de investigar os serviços prestados pela empresa de luz de Mauá. Mas não é só isso que o coloca na linha de oposição ao prefeito Marcelo Oliveira (PT). Nesta entrevista que concedeu ao Diário Regional, o vereador fala sobre a atuação no Legislativo, os cem dias de governo Marcelo Oliveira e o que pensa sobre seu futuro político.

Como vê a atuação dos governos municipal, esta­dual e federal no combate ao covid-19?

A atuação do governo municipal é fraca. Vejo um prefeito omisso e lento, e um go­verno que não vai chegar a lugar nenhum. Em 120 dias de governo a rejeição é muito grande. Não foi o Marcelo (Oliveira) que ganhou a eleição, foi o Atila (Jacomussi/PSB) que perdeu por todas as questões envolvendo corrupção. Então, foi falta de opção do eleitor de Mauá.

Infelizmente, vejo anos sombrios pela frente. Em nível estadual, vejo que o João (Doria) quer forçar a quebra do Estado, para que, junto com os chineses, possa comprar as maiores empresa e indústrias. Mais de 2 mil bares e restaurantes já foram fechados. A impressão que se tem é que querem quebrar o país.

Temos um governador mentiroso que prometeu muita coisa em campanha e não tem honrado. Já o presidente (Jair) Bolsonaro tem muito boa vontade, mas como presidente é um pai omisso porque não tem pulso firme com os filhos que acabam atrapalhando o mandato dele. Ele fala muita coisa errada, mas não se vê o nome dele envolvido em corrupção.

Os vereadores estão atuando nesse combate à covid também?

Foi feita uma comissão na Casa com vereadores com mais afinidade na Saúde, da qual eu não faço parte, e, por isso, não consigo avaliar. Porém, vejo muito boa vontade neles em fazer as coisas funcionarem.

O grupo político de oposição, como estão os trabalho e em que frente estão atuando?

Na verdade, o governo não tem oposição. Sou apresentado como oposição, mas não sou. Sou independente. O go­verno está fazendo chamamento público de contratação de professores, merendeiras, entre outros, por 180 dias, prorrogáveis por mais 180 e eu votei a favor. Agora, voto contra os absurdos do gover­no. O prefeito não sabe administrar nem a casa dele, porque se soubesse, não administraria tão mal a cidade como está administrando.

Porém, posso ensinar e dar uns toques para ele. Mostrar os caminhos. Até o presente momento a cidade não tem um secretário de Segurança e por que não tem? Não é possível que ele (prefeito) não co­nheça um delegado de polícia bom, um policial ou alguém da Guarda Civil, com curso superior e uma grande experiência para ter o comando. É omisso, porque uma das coisas que mais impactam e incomodam a população é a falta de segurança e ele não tem competência para nomear um secretário de Segurança da cidade.

O grupo de oposição do qual o senhor faz parte na Câmara, pensa em lançar um candidato a deputado?

Recebi convite da Renata Abreu, que é a presidente nacional do Podemos, para que eu venha a compor a chapa de deputado e se o partido me der a legenda serei pré-candidato a deputado federal sim. Tenho muito trabalho pela frente na Câmara (de Mauá), mas creio que precisamos de mais recursos para se fazer uma região me­lhor e estando em Brasília, posso ajudar ainda mais.

Temos dois deputados federais na região: o Vicentinho, que é mais sindical, e o Alex Manente, que trabalha mais São Bernardo e Santo André. Porém, não vejo o trabalho dele em Dia­dema, Mauá, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires. Acho que cabe um deputado que olhe para todo ABC e pautar o governo federal sobre as demandas da região. Acho que temos condições de fazer um deputado e já tenho apoio de algumas pessoas como os vereadores Zé Carlos Nova Era, Mazinho e Madeira, e outros vereadores com quem tenho conversado também.

O sr. tem se mostrado opositor ferrenho do atual prefeito, inclusive o chama de lento e omisso. Mesmo assim, o senhor se dispôs a ir a Brasília e conseguir emenda para a cidade e, assim, “benefi­ciar” a gestão com obras financiadas por recursos que você poderá conseguir, não teme dar o mérito ao Executivo?

Gostaria de estar fazendo o que alguns vereadores do PT fizeram em Santo André e São Bernardo que elogiaram os prefeitos de lá mesmo sendo oposição e foram punidos por isso, inacreditável. Quero ver o bem da cidade e não estou preocupado com o mérito. Vou para Brasília, sim, atrás dos recursos de que a cidade precisa, porque, acima dos interesses pessoais, acima do ego e da vaidade, está o que é bom para o povo. É deixar o legado de coisas boas para o município.

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