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Saque de contas inativas do FGTS deve injetar R$ 859 milhões no ABC

O saque de contas ina­tivas do Fundo de Garan­tia do Tempo de Serviço (FGTS), cujo cronograma começa amanhã (10), deve injetar R$ 859 mi­­lhões na região. A reportagem apurou que esse é o montante recolhido por empresas do ABC que está depositado em contas sujeitas à retirada autorizada pelo governo federal para alavancar a economia do país.

Desse total, R$ 138 milhões serão liberados a partir de amanhã, quando começam os saques para os nascidos em janeiro e fevereiro. O pagamento vai até 31 de julho, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador.
Pelas novas regras, pode fazer o saque quem teve contratos de trabalho finalizados até 31 de dezembro de 2015 e tenha saldo na conta. Antes da medida provisória 763/16, o trabalhador somente poderia sacar o dinheiro caso permanecesse três anos fora do regime do FGTS ou em caso de aposentadoria, uso para aquisição de casa própria ou doenças previstas em lei.

Valores até R$ 1.500 poderão ser retirados no autoatendimento da Caixa Econômica Federal, somente com a senha do Cartão Cidadão. Para valores entre R$ 1.500 e R$ 3 mil, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no auto­atendimento, casas lotéricas e cor­respondentes. Acima de R$ 3 mil, os saques devem ser feitos nas agências da Caixa.

Agências abrem sábado

No sábado, o banco vai abrir 1.841 agências – das quais 41 no ABC – das 9h às 15h para realizar o pagamento, solucionar dúvidas, promover acertos no cadastro dos trabalhadores e emitir a senha do Cartão Cidadão.

Também haverá atendimento especial nos dias 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho, sempre das 9h às 15h.
Está prevista ainda a abertura antecipada em duas horas de todas as agências da Caixa amanhã e nos dias 13 e 14 para atendimento exclusivo de contas inativas.

Além do atendimento pre­sencial, é possível obter esclarecimentos no site da Caixa (www.caixa.gov.br) ou por meio dos telefones 0800-7262017 e 0800-7260207.

A expectativa do governo é de que, ao resgatar o dinheiro parado em 49,6 mi­lhões de contas inativas, os trabalhadores injetem mais de R$ 30 bilhões na economia.

Dívidas

A renda extra vem em boa hora, mas é preciso cuidado para não por em risco a reserva financeira construída após meses ou anos de trabalho.

“Muitas pessoas usam rendas extras sem considerar sua situação financeira atual. O ideal é que a quantia melhore a qualidade de vida do trabalhador e da família não apenas agora, mas especialmente no futuro. Afinal, o objetivo principal do FGTS é ser um arrimo em caso de demissão”, orientou Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Caso o valor a ser resgatado seja suficiente, é interessante quitar alguma dívida em atraso. Mesmo assim, é válido negociar desconto de forma a reduzir o débito, para então fazer o pagamento à vista.

No caso de situação financeira equilibrada, o trabalhador deve evitar compras supérfluas e deve aplicar o valor em investimentos como poupança, CDB ou tesouro direto, que rendam mais do que o FGTS.

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