Esportes, Paulistão

São Paulo vira sobre a Ponte Preta em 2ª vitória seguida com gol nos acréscimos

São Paulo vira sobre a Ponte Preta em 2ª vitória seguida com gol nos acréscimos
Calleri sai para comemorar o gol da virada do São Paulo no Moisés Lucarelli. Foto: Rubens Chiri/SPFC

Pelo segundo jogo seguido, o São Paulo conseguiu uma vitória nos acréscimos no Campeonato Paulista, neste domingo (13). Depois de superar o Santo André nos últimos minutos, na quarta-feira, a equipe do Morumbi virou sobre a Ponte Preta por 2 a 1, com gols aos 41 e aos 47 minutos do segundo tempo.

Os gols no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, foram marcados por Sara e Calleri. A Ponte Preta vencia por 1 a 0, gol de Lucca, até os 40 minutos do segundo tempo.

O triunfo representa a recuperação do time de Rogério Ceni na tabela. Em cinco jogos no Campeonato Paulista, conquistou sete pontos. O destaque do jogo foi o meia Gabriel Sara, enquanto Marquinhos entrou e novamente teve boa atuação. A lição de casa de Ceni continua sendo a correção dos problemas na defesa. O gol da Ponte foi marcado após cobrança de lateral, que resultou em um pênalti.

Ceni fez quatro mudanças em relação ao time que ganhou no sufoco do Santo André. A mais importante foi a escalação de Eder no ataque no lugar de Calleri. Sua função era fazer um revezamento com Rigoni no comando do ataque. O ex-jogador da seleção italiana havia sido titular pela última vez no dia 3 de outubro, diante da Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro. Além de começar o jogo, Eder foi capitão. Foi um recado simbólico de Ceni: era a chance de ser titular e ainda liderar a equipe.

No meio, Ceni testou uma formação com Neves, Nestor e Sara. Três jogadores leves e com bastante movimentação deixaram o time dinâmico na hora de atacar. O posicionamento do trio, no entanto, mais adiantado, deixou a defesa exposta. Com marcação agressiva, forçando o erro dos zagueiros, a Ponte não deixou o rival sair do seu campo. Com isso, o Tricolor cometeu dois erros, um com Nestor e outro com Gabriel Neves, que deixaram Rogério Ceni preocupado.

Também faltou concentração e atenção. Isso ficou claro no lance que resultou no gol da Ponte. Em uma cobrança de lateral, quando não há impedimento, Diego e Arboleda demoraram para reagir e deixaram dois atacantes da Ponte sozinhos na área. Pedro Junior tentou driblar Jandrei e foi derrubado. Pênalti. Lucca abriu o placar aos 26.

A equipe do Morumbi continuou a ficar com a bola, mas não sabia direito o que fazer com ela. Houve movimentação, mas faltou criação, repertório. A melhor chance foi um chute forte de Sara que Ygor espalmou aos 32.

Ceni tentou três mudanças de uma vez, entre as quais as apostas em Calleri e Nikão. O paredão da Ponte continuou montado. Faltava velocidade. Com dificuldades para entrar na área, o São Paulo começou a arriscar de fora da área e levou perigo chutes rasteiros de Eder e Pablo Maia.

O empate veio no final do jogo após estratégia que o time usou muito ao longo do jogo: o cruzamento na área. O atacante Marquinhos, herói da única vitória do time no torneio, cruzou e Gabriel Sara cabeceou de olhos abertos para encobrir o goleiro Ygor. A diferença da jogada em relação às outras foi o cruzamento com consciência.

O esforço do São Paulo, que buscou o placar, mesmo de forma pouco inspirada, teve a recompensa nos acréscimos. Após bola longa, o zagueiro Moisés Ribeiro errou no recuo, tocou a bola muito curta, e Calleri apareceu sozinho para tocar no ângulo. Mérito para o argentino, que acreditou na jogada, e também de Marquinhos que apertou a marcação em uma bola que parecia perdida.

PONTE PRETA 1 X 2 SÃO PAULO

Gols: Lucca, aos 26 minutos do primeiro tempo; Gabriel Sara, aos 41, e Calleri, aos 47 da segunda etapa. Árbitro: Raphael Claus. Renda: R$ 125.300 (5.404 pagantes). Estádio: Moisés Lucarelli, em Campinas.

PONTE PRETA

Ygor; Fabrício, Léo Santos (Fábio Sanches), Thiago Lopes; Kevin, Léo Naldi, Fessin (Marcos Junior), Wesley (Moisés) e Jean Carlos (Norberto); Lucca e Pedro Júnior (Ribamar). Técnico: Gilson Kleina.

SÃO PAULO

Jandrei; Igor Vinícius, Arboleda, Diego e Reinaldo; Neves (Pablo Maia), Nestor (Nikão) e Sara; Alisson (Igor Gomes), Rigoni (Calleri) e Éder (Marquinhos). Técnico: Rogério Ceni.

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