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São Paulo fecha mais de 500 mil vagas no 1º trimestre

São Paulo fecha mais de 500 mil vagas no 1º trimestre
População ocupada no Estado de São Paulo caiu 2,3%. Foto: Arquivo

O Estado de São Paulo re­gistrou fechamento de mais de meio milhão de postos de trabalho apenas no primeiro trimestre deste ano. A população ocupada encolheu 2,3%, o equivalente a 515 mil empregos a menos em relação ao trimestre encerrado em de­­zembro de 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contí­nua, divulgada ontem (15) pe­lo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego no Estado subiu de 11,5% no úl­timo trimestre do ano passa­do para 12,2% no primeiro trimestre deste ano. No país, a taxa aumentou de 11% para 12,2% na mesma comparação.

O movimento foi seme­lhante no restante do país. A taxa de desemprego aumentou em 26 das 27 Unidades da Federação na passagem do quarto trimestre de 2019 para o primeiro trimestre de 2020, embora o avanço tenha sido estatisticamente significativo – ou seja, acima da margem de erro da pesquisa – em somente 12 Estados.

A taxa de informalidade re­cuou em todas as regiões do país no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2019. No entanto, o resultado não foi consequência da melhora na qualidade do emprego, mas sim da perda de ocupação de trabalhadores que atuavam na informalidade, dis­se Adriana Beringuy, ana­lista da Coordenação do IBGE.

A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 39,9%, abrangendo 36,8 milhões de trabalhadores ocupados. No Estado de São Paulo, a taxa média foi de 30,5% no primeiro trimestre do ano.

“A redução de (trabalhadores por) conta própria e sem carteira (no setor privado) contribuiu para a redução da infor­malidade. Todas as regiões mostram retração na taxa de informalidade. Não significa que está havendo mais formalização no mercado de trabalho”, ressaltou Adriana. “A informalidade diminui porque esses trabalhadores perderam a ocupação que tinham, não mudaram de trabalho informal para formal”, completou.

Adriana evitou relacionar a redução na informalidade ao impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho, uma vez que as medidas de isolamento social se concentraram nos últimos 15 dias de março, enquanto a pesquisa se refere ao primeiro trimestre inteiro. Porém, alguns itens da pesquisa já sinalizam os efeitos da covid-19 sobre o emprego no período pesquisado.

“O que chamou atenção é que atividades que não costumam cair no primeiro trimestre, como alojamento e alimentação e outros servi­ços, que são prestados às famí­lias, tiveram retração na ocupa­ção. São atividades que tiveram redução atípica da ocupação no primeiro trimestre”, re­velou Adriana.

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