Esportes, Libertadores

São Paulo empata com Talleres e dá adeus à Copa Libertadores

São Paulo empata com Talleres e dá adeus à Libertadores
Pablo deixa o gramado após eliminação tricolor no Morumbi. Foto: Anderson Gores/Agência F8/Estadão Conteúdo

O São Paulo deu adeus à Copa Libertadores. Na noite de ontem (13), mesmo empurrado por mais de 44 mil pessoas no Morumbi, o time brasileiro não foi capaz de superar o Talleres, da Argentina, e ficou no empate por 0 a 0. Os argentinos, que haviam vencido em casa por 2 a 0, estão na terceira fase, na qual enfrentarão o Palestino-CHI por um lugar no Grupo A, que já tem River Plate-ARG, Internacional e Alianza Lima-PER.

O São Paulo é o terceiro ti­me brasileiro eliminado na fase preliminar da Libertadores. Os demais foram o Corinthians, em 2011, para o Tolima-COL; e a Chapecoense, no ano passado, para o Nacional-URU.

Com a eliminação precoce, o Tricolor também perde o direito de disputar a Copa Sul-Americana desta temporada. Explica-se: por meio da Libertadores, classificam-se as duas equipes de melhor campanha entre as derrotadas na terceira fase, além dos oito terceiros colocados da etapa de grupos. Ao Tricolor, portanto, restará no primeiro semestre a disputa do Paulista, pelo qual tem clássico marcado contra o Corinthians neste do­mingo, às 19h, em Itaquera.

Cansada das eliminações em sequência em torneios de mata-mata – foi a 20ª desde o título da Sul-Americana de 2012 –, a torcida não perdoou e, aos 15 do segundo tempo, passou a protestar contra o técnico André Jardine, que dificilmente será mantido no cargo. Gritou “É, Muricy!” em uníssono, já que o ex-comandante, tricampeão brasileiro (2006 a 2008), estava presente comentando o jogo pelo Sportv. Também xingou o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Jardine até tentou. Em busca de uma última solução para um time que não dá liga, o técnico resolveu trocar peças mais uma vez em relação à apresentação anterior e ao jogo da semana passada contra os argentinos. Sem Hudson, suspenso, abriu mão de Jucilei para colocar Willian Farias na contenção do meio-campo. Também sacou Nenê para apostar em Diego Souza. Na frente, o garoto Helinho voltou no lugar de Antony.

Nada funcionou. O São Paulo conseguiu passar 135 minutos – 90 da partida de sábado, contra a Ponte Preta, mais 35 de ontem – sem acertar um chute sequer no gol do adversário. Na etapa final, Nenê substituiu Helinho. Quando a torcida viu que a segunda alteração seria a troca de um la­teral (Bruno Peres) por um volante (Araruna), xingou Jardine de “burro”, algo que se repetiria durante a noite.

A dez minutos do fim, Everton ainda acertou uma solada na testa de Enzo Días. Cartão vermelho direto. A torcida do Talleres acendeu e cantou alto. A do São Paulo se calou. O único grito de “gol” em uma noite na qual a equipe da casa precisava de ao menos dois veio aos 38, mas Nenê estava em posição de impedimento.

 

SÃO PAULO 0 X 0 TALLERES-ARG

Ár­bi­tro: Roddy Zambrano (Fifa/Equador). Expulsão: Everton. Renda: R$ 3.032.195 (44.737 pagantes). Estádio: do Morumbu, em São Paulo, ontem à noite.

SÃO PAULO

Tiago Volpi; Bruno Peres (Araruna), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias (Antony), Hernanes e Diego Souza; Helinho (Nenê), Pablo e Everton. Técnico: André Jardine.

TALLERES-ARG

Herrera; Godoy, Komar, Tenaglia e Enzo Días; Pochettino (Gandolfi), Cubas, Guiñazu e Ramírez; Palacios (Arias) e Dayro Moreno (Valoyes). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

 

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