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São Paulo demite Rogério Ceni após sete meses

Rogério Ceni deixou o São Paulo com 49,5% de aproveitamento dos pontos. Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/FolhapressO trabalho de “longo prazo” de Rogério Ceni no São Paulo durou 221 dias. O treinador foi demitido ontem (3) pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Apesar das promessas da diretoria, Ceni não resistiu à campanha ruim no Campeonato Brasileiro. Com 11 pontos, a equipe está na zona de rebaixamento.
Dorival Júnior é o favorito para o cargo. O presidente quer que o escolhido seja definido até o fim desta semana. O treinador está desempregado desde que foi demitido pelo Santos, há um mês.

“O respeito e o reconhecimento pela grandeza de Rogério Ceni, como figura histórica desta instituição, serão eternamente celebrados”, diz a nota assinada por Leco sobre a demissão.

A presença do ex-goleiro foi uma das plataformas de sua campanha eleitoral em abril. Dizia que Ceni havia sido contratado para trabalho que ia além dos resultados.

O São Paulo foi eliminado nas semi do Paulista (pelo Corinthians) e na quarta fase da Copa do Brasil (pelo Cruzeiro). Na Sul-Americana, caiu contra o Defensa y Justicia-ARG.

A reportagem apurou com pessoas ligadas à diretoria que Leco já pensava na mudança na semana passada, antes da derrota para o Flamengo, no último domingo (2). O cartola ficou alarmado com o desânimo do time em campo.

Leco estava consciente de que a troca seria vista quase como traição. Ficaria a imagem de que usou politicamente um dos grandes jogadores da história do São Paulo apenas para vencer a eleição.

Segundo o site GloboEsporte.com, Ceni não contestou ao ser comunicado da demissão. Apenas agradeceu pela oportunidade e saiu.

“Você não joga um ídolo aos leões dessa forma. Revolta Ceni ter sido tratado como foi. Errado foi terem contratado. Ceni foi usado politicamente dentro do clube, mas quem conhece o Rogério sabe da vaidade dele”, disse José Roberto Ópice Blum, presidente do Conselho de Ética.

Nos 37 jogos à frente do São Paulo, Ceni somou 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas, com 55 gols pró, 42 gols contra e 49,5% de aproveitamento. Pelos números, o clube teria de pagar a multa rescisória de R$ 5 milhões ao técnico. A multa só seria cancelada caso o aproveitamento ficasse abaixo de 47% – média dos últimos treinadores do Tricolor –, mas ex-goleiro e dirigentes ainda negociarão os termos.

Pintado

De forma interina, Pintado será o treinador do São Paulo no clássico de domingo (9), na Vila Belmiro, com o Santos. Mesmo que a diretoria contrate um substituto para Rogério Ceni no decorrer da semana, o auxiliar vai dirigir a equipe.

Esta não será a primeira vez que Pintado assumirá o cargo. No ano passado, quando Ricardo Gomes foi demitido, nas últimas rodadas do Brasileiro, o auxiliar dirigiu a equipe. Antes, havia substituído Edgardo Bauza quando o argentino cumpriu suspensão contra o América-MG.

A comissão técnica já havia perdido o auxiliar inglês Michael Beale, que pediu demissão na sexta-feira. Outro que teve a saída confirmada foi o francês Charles Hembert.

 

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