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São Caetano lidera ranking das melhores cidades para envelhecer

S.Paulo concentra os melhores municípios para a 3ª idade. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
S.Paulo concentra os melhores municípios para a 3ª idade. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Indicador elaborado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon aponta que o Estado de São Paulo concentra a maior parte das cidades do Brasil onde há melhores condições de vida para idosos. Chamado de Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), o indicador considera dimensões como cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e cultura, além de indicadores gerais de desemprego, expectativa de vida e violência.

A pesquisa selecionou as mil cidades mais populosas do Brasil e as separou em dois grupos: as 300 maiores e as 700 menores. Devido a falta de dados disponíveis para as análises comparativas, o número de cidades avaliadas caiu de mil para 876, sendo 280 cidades maiores e 596 menores. Para cada grupo, então, foi elaborado um ranking, e o resultado mostra que, em ambos os casos, as dez primeiras posições são ocupadas majoritariamente por cidades paulistas.

Entre as maiores cidades, São Caetano do Sul e Santos lideram a lista, que tem ainda São Paulo na quarta posição, Atibaia, na oitava, Catanduva, na nona, e Americana, na décima. Já entre os municípios menores, os nove primeiros são cidades paulistas: Adamantina, Vinhedo, Lins, São João da Boa Vista, Itapira, Tupã, Fernandópolis, Votuporanga e Dracena.

Santo André aparece na 31ª posição no ranking; Ribeirão Pires em 42º; São Bernardo em 76º; Diadema e Mauá em 101º e 137º, res­pectivamente.

O diretor executivo do Ins­tituto de Longevidade Mongeral Aegon, Henrique Noya, avaliou que as cidades mais bem posicionadas da lista não necessariamente são as que têm mais di­nheiro disponível para investir. “Passa por uma questão de bom uso dos recursos, mas também pelo foco por naquilo que a gente considera importante para promover qualidade de vida”, afirmou.

INDICADORES

Noya destacou que algumas cidades podem ser consideradas bons exemplos em alguma dimensão específica, apesar de terem uma colocação menos destacada no ranking geral. “Não existe uma cidade perfeita nos sete indicadores. Sempre têm alguma coisa para melhorar em algum ângulo”.

Um exemplo é São Caetano, que ocupa a primeira posição no IDL entre as cidades grandes, mas fica na 50ª quando é conside­rada apenas a dimensão Cuidados de Saúde. Já Campo Largo, no Paraná, que lidera essa dimensão, foi classificada na 113ª posição do ranking geral.

As desigualdades regio­nais do país se apresentam também na lista de melhores locais para envelhecer: tanto o top 20 de cidades grandes quanto o top 40 de cidades pequenas não incluem municípios do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. Apesar disso, cidades dessas regiões que aparecem nas listas específicas de algumas dimensões. Ilhéus, na Bahia, e Bayeux, na Paraíba, estão entre as melhores no quesito Moradia e Habitação, e Ji-Paraná, em Rondônia, é uma das que se destaca em Cultura e Engajamento.
Henrique Noya afirmou que o envelhecimento populacional é uma realidade no país e defendeu que o tema esteja presente nas eleições municipais deste ano.

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