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São Caetano lança campanha para combate à violência contra a mulher

A prefeitura são-caetanense lançou nesta quarta-feira (10) a campanha “São Caetano diz não à violência contra a mulher.” As peças destacam o combate ao estupro, à violência sexual, ao abuso sexual infantil; prostituição infantil, feminicídio e quaisquer crimes relacionado à agressão à mulher, incluindo psicológicas, humilhação e desvalorização moral.

Entre as medidas implementadas pelo município no combate a esse tipo de violências está a criação da Delegacia em Defesa da Mulher (DDM) e do Ambulatório de Saúde Mental para Mulheres em Vulnerabilidade, que oferece assistência especializada em saúde mental direcionada a uma demanda de atendimentos voltados às mulheres em situação de sofrimento psíquico por violência física, sexual e/ou psicológica.

Com pouco mais de um mês de atuação, o Ambulatório atendeu em janeiro 23 mulheres, a maioria sendo vítimas de maus tratos e agressões físicas. As pacientes chegam ao serviço por busca espontânea (Caism e/ou pelo e-mail juntassomosmaisfortes@saocaetanodosul.sp.gov.br), por encaminhamentos feitos pela Diretoria de Atenção Básica (NASF), hospitais, Cras (Centro de Referência de Assistência Social), Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e Caps (Centro de Atenção Psicossocial).

Dados do Atlas da Violência de 2019 revelam que a morte violenta intencional de mulheres no ambiente doméstico cresceu 17% em cinco anos. “Os casos de feminicídio no Brasil cresceram 1,9% no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior”, destaca Verônica Paiva, presidente do Conselho de Proteção e Defesa da Mulher de São Caetano.

O aumento significativo também foi observado pelo Creas que, por meio de uma equipe multiprofissional, exerce importante papel na rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. Em 2019, cinco casos foram atendidos no espaço. Em 2020, o número saltou para 20 e, somente no primeiro mês deste ano, foram seis casos.

“A taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo, isto é muito preocupante. Nosso trabalho é conscientizar as mulheres a não se calarem diante a violência doméstica. É preciso denunciar, ainda há uma infinidade de casos de violência não denunciados que aumentaram em razão do isolamento das vítimas e maior controle por parte dos parceiros”, explicou Verônica.

Serviço – A DDM fica na Rua Silvia, 160, no Bairro Santa Maria, e atende das 9h às 18h.

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