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São Caetano inaugura primeiro ambulatório da região para acompanhamento e reabilitação pós-covid

Suzana ficou internada no Hospital de Campanha: “eu já tinha um quadro de asma, mas após a covid piorou muito minha resistência. Hoje, só de subir escadas o ar falta”, explicou. Foto: Eric Romero/PMSCS
Suzana ficou internada no Hospital de Campanha: “eu já tinha um quadro de asma, mas após a covid piorou muito minha resistência”, explicou. Foto: Eric Romero/PMSCS

A Prefeitura de São Caetano iniciou nesta terça-feira (13) os atendimentos no Ambulatório Municipal de Acompanhamento e Reabilitação Pós-Covid, unidade que acompanhará casos de moradores que ficaram com sequelas após impactos sofridos pelo organismo em decorrência da covid-19.

Tem sido tema de estudo por todo mundo o tempo necessário para a reabilitação completa dos pacientes acometidos pela covid-19. “São características e sequelas diferentes que incluem dificuldade para respirar, perda de olfato e paladar, fadiga, tosse crônica, perda excessiva de peso e dificuldade de se locomover, dentre outros. Até problemas neurológicos têm sido observados”, explicou a secretária de saúde, Regina Maura Zetone.

O município, que possui cadastro de todos os pacientes que foram internados ou diagnosticados com covid-19, iniciou uma busca ativa dessas pessoas e acredita que até o final do ano devem passar pelo local cerca de mil pacientes, que serão acompanhados pela equipe multiprofissional composta por nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, entre outros, durante o processo de reabilitação.

Oliria Araújo, de 88 anos, foi uma das primeiras pacientes a ser atendida. “Gostei muito do atendimento e do cuidado que a equipe teve, não apenas durante o tratamento, mas agora, ao se importar com os pacientes que ainda têm sintomas. A cidade está muito presente no combate a essa pandemia”, destacou a munícipe.

Para ser atendido no ambulatório, o paciente passará por triagem, e quem tiver sequelas causadas pelo coronavírus será encaminhado ao devido especialista. “Uma parcela significativa dos pacientes que deixam os hospitais precisa ter continuidade no tratamento. Muitos têm enfraquecimento muscular devido à falta de mobilidade e alimentação controlada; quanto mais tempo de internação, maior a perda de massa muscular e peso”, explicou a secretária.

O casal Davi e Susana Santos, de 50 e 51 anos respectivamente, foi internado no mesmo dia, no final de abril, e ambos continuam com sintomas. “Eu sinto um chiado no peito e deixei o Complexo Hospitalar com síndrome do pânico, mas já estou bem melhor”, explicou Davi. Suzana, que ficou internada no Hospital de Campanha, fará alguns exames para avaliação da função pulmonar, entre outros, pois, continua com muita falta de ar. “Eu já tinha um quadro de asma, mas após a covid piorou muito minha resistência. Hoje, só de subir escadas o ar falta”, explicou.

Serviço – O espaço fica na rua Oriente, altura do número 501, no bairro Barcelona e funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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