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São Bernardo ‘zera’ fila de espera de consultas e exames

Reple, Morando e Amanda, durante balanço do programa Saúde Prioridade. Foto: Omar Matsumoto/PMSBCO prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), anunciou ontem (3) o fim da fila de espera de exames e consultas na Saúde pública do município. Compromisso de seu plano de governo, o atendimento à demanda reprimida na área se transformou em programa – o Saúde Prioridade – no dia 30 de março com a promessa de “zerá-la” em 120 dias, mas a meta foi atingida com quase um mês de antecedência.

Desde então, segundo a prefeitura, todas as 70 mil demandas herdadas da gestão anterior – algumas de três ou quatro anos – foram atendidas ou estão agendadas. Além disso, outros 5 mil procedimentos foram realizados, frutos de demandas que abastecem o sistema diariamente.

Para atin­gir a meta, a prefeitura otimizou a rede municipal e estabeleceu parcerias com clínicas particulares, a fim de aumentar a capacidade de atendimento. Um pré-requisito para a adesão era que os estabelecimentos aceitassem ser remunerados pe­­la Tabela SUS, adotada pelo Sistema Único de Saúde como referência pa­­ra o pagamento de serviços prestados à rede pública.

“Havia uma demanda de 70 mil pessoas e ordem judicial para fazer o atendimento. Ao invés de judicializar a situação, criamos o programa e conseguimos trazer a ini­ciativa privada, que aceitou o desafio e se dispôs a trabalhar pela Tabela SUS”, afirmou Morando, durante evento realizado no Hospital Anchieta. “Vamos apresentar o balanço ao judiciário e comprovar, com números, que cumprimos a meta”, prosseguiu.

O Paço destinou R$ 2 mi­lhões dos cofres do município para o programa, mas só gastou R$ 1,5 milhão. Por isso, o prefeito afirmou que a Secretaria de Saúde lançará mão da força-tarefa sempre que a demanda por determinada especialidade aumentar. “Agora é não deixar crescer novamente. Por isso, assumimos o desafio de não ter mais pacientes aguardando mais do que 90 dias para ser atendidos”, prometeu Morando, ao lado do secretário de Saúde, Geraldo Reple, e da coordenadora do programa, Amanda Tavares.

Números

Segundo a prefeitura, a rede municipal tinha 49.575 consultas em espera no dia 31 de dezembro. As maiores demandas estavam concentradas em endo­crinologia adulta (1.788), of­talmologia adulta (8.068) e reumatologia (2.083). Todas as consultas foram agen­dadas na rede municipal, sem custo adicional. As agendas dos médicos foram reorganizadas, o que agi­lizou os atendimentos.

Os exames, por sua vez, somavam 21.051 procedimentos represados. Em três meses de programa foram reali­zados 2.551 ecocardiogramas transtoráxicos, 2.907 ultrassonografias, 1.223 tomografias, entre outros.
Além da readequação das agendas médicas, a Secretaria de Saúde promoveu ações nos fins de semana. A última atendeu 4 mil crianças e adolescentes que necessitavam de atendimento oftalmológico na Policlínica Centro, nos dias 24 e 25 de junho e 1º e 2 de julho. Para os pacientes diagnosticados com distúrbios, a prefeitura disponibilizou óculos de grau.

Cirurgias

Depois de “zerar” a fila de consultas e exames na rede mu­nicipal de Saúde, a Prefeitura de São Bernardo pretende lançar, ainda neste semestre, o programa “Saúde Prioridade Cirurgia”, com o objetivo de atender a demanda reprimida por procedimentos cirúrgicos.

A prefeitura ainda não mapeou o número de cirurgias represadas no município, porque esperou que o Saúde Prioridade fosse concluído, o que gerou novas demandas.

“Agora que a fila de procedimentos foi zerada, há novos diagnósticos e quem teve prescrição de cirurgia será encaminhado. Do contrário, a ação (de zerar consultas e exames) fica sem efeito”, explicou  Morando.

O prefeito disse ainda que, após auditoria no contrato, as obras do Hospital de Urgência – que vai substituir o Pronto Socorro Central – terão iní­cio neste semestre, com duração de dois anos.

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