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São Bernardo vai cortar gasto de água e economizar R$ 4,5 milhões

Souza e Morando assinam convênio que prevê a ampliação do Pura no município. Foto: Gabriel Inamine/PMSBCSão Bernardo pretende eco­nomizar R$ 4,5 milhões ao ano por meio da redu­ção no consumo de água nos prédios da administração municipal. Ontem (3), o prefeito Orlando Morando (PSDB) assinou convênio com a Companhia de Sa­neamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que prevê a ampliação, para 100% dos próprios públicos, de programa de combate ao desperdício.

Lançado pela Sabesp em 1996, o Programa de Uso Racional da Água (Pura) estabelece meta de redução de 10% no consumo para os imóveis que aderem à iniciativa e concede, de imediato, desconto de 25% no valor da conta de água. Ao final de 12 meses, se a meta for atingida, o desconto será mantido. Do contrário, a prefeitura será obrigada a devolver retroati­vamente o que não pagou.

Com a ampliação do convênio com a Sabesp, o número de prédios municipais incluídos no programa saltou de 100 para 469, 100% do total. A expectativa é de que, somados o desconto de 25% e a redução de 10% no consumo, a conta de água da prefeitura caia dos atuais R$ 1,14 milhão para R$ 770 mil mensais. Em volume, são 44 milhões de litros de água anuais.

“Vamos economizar quase R$ 5 milhões ao ano sem ninguém perceber. Por isso, faço um apelo a todos os servidores públicos para que levem a seus locais de trabalho os princípios de economia de água que adotam em casa”, cobrou Morando, durante a ce­rimônia de assinatura do convênio, em escola situada no bairro Nova Petrópolis.

Três fases

Segundo o superinten­den­te da unidade de negócios Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, a implementação do Pura compreende três fa­ses: o diagnóstico das ins­talações hidráulicas dos imóveis; o reparo de vazamentos e a substituição de equipamentos convencionais por economizadores; e a realização de campanhas educativas a fim de conscientizar servidores so­bre o uso racional da água.

Souza revelou que o diagnóstico – que estabelece as intervenções necessárias pa­ra reduzir desperdícios e atingir a meta de redução no consumo – já foi entregue à prefeitura. “Normalmente, os investimentos giram em torno de 20% (da conta anual de água). Ou seja, eles se pagam no primeiro ano de implementa­ção do programa”, disse.

São Bernardo foi o primeiro município da região metropolitana de São Paulo a ingressar no Pura, em 2008, mas a ampliação do programa para outros prédios públicos foi inviabilizada pelo não pagamento das contas de água – que, segundo Morando, começou em 2011, na gestão de Luiz Marinho (PT). Retomada neste ano, a adimplência é uma das condições para a adesão à iniciativa.

Segundo o prefeito, a cidade deve R$ 120 milhões à Sabesp, dos quais R$ 90 mi­lhões foram cobrados na Justiça.

Secretários

Morando  desafiou seus secretários a cumprir a meta de 10% de redução no consumo de água e prometeu cortar o orçamento de quem desperdiçar.

“Se a prefeitura não atingir os 10% de redução, vou cobrar das pastas que não cumprirem a meta o dinheiro que vou gastar para devolver o desconto retroativamente”, disse Morando ontem (3), durante a cerimônia de assinatura do convênio com a Sabesp para a ampliação do Programa de Uso Racional da Água (Pura) nos prédios da administração municipal.

“Por outro lado, para o secretário que atingir a meta, dou o dinheiro que a prefeitura economizar para aplicar em investimentos”, prosseguiu Morando.

O prefeito reconheceu que as secretarias de Saúde e Educação terão mais dificuldade para cumprir a meta, devido ao grande número de equipamentos.

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