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São Bernardo é único município do ABC que avançou em ranking de saneamento básico

São Bernardo é único município do ABC que avançou em ranking de saneamento básico
São Bernardo é único município do ABC que avançou em ranking de saneamento básico

Segundo levantamento do Instituto Trata Brasil, Santo André lidera ranking entre as maiores cidades da região, ocupando a 32ª posição

São Bernardo foi o único município do ABC que melhorou de posição no ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil, o qual avaliou abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto nas 100 cidades brasileiras com maior população. O relatório, divulgado esta semana, traz análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2020, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

São Bernardo saiu do 55º lugar em 2021 para o 49º em 2022. O ranking ainda traz Santo André, que lidera o levantamento entre as cidades do ABC, na 32ª posição, além de Diadema e Mauá, 40ª e 48ª, respectivamente. Porém, os três municípios perderam posição entre 2021 e 2022.

Santo André estava em 29º no ranking em 2021 e caiu para 32º na edição do levantamento deste ano. Na mesma base comparativa, Diadema passou da 39ª posição para a 40ª e Mauá, da 29ª para a 48ª.

Vale destacar que à exceção de Mauá, as cidades do ABC tinham o setor gerido pela Sabesp. Até junho de 2020, as empresas responsáveis pelo saneamento e abastecimento em Mauá eram a BRK e a Sama, respectivamente. A partir da­quele mês, a Sabesp assumiu o abastecimento da cidade.

ABASTECIMENTO

Entre os municípios do ABC, apenas Mauá não havia atingido 100% dos imóveis com abastecimento de água em 2020 – cidade contava com 98%. Com relação às perdas na distribuição de água, Santo André registrava na data 41,6%; Diadema, 31,1%; Mauá, 44,8%; e São Bernardo, 32,4%.

No quesito coleta de esgoto e tratamento, Mauá apresentava o melhor índice em 2020. Sob gestão da BRK, a cidade coletava 92,9% e tratava 70,9% do volume coletado. Diadema registrava, na data do levantamento, 93,9% de esgoto coletado e 42,2% de tratamento dos dejetos. Em Santo André, a coleta era de 97,9% e o tratamento, 33,7%. São Bernardo tinha, em 2020, 98,3% do esgoto coletado e 22,3% tratado.

O RANKING

O Ranking de Saneamento 2022, realizado em parceria com a GO Associados, evidenciou que as cidades com melhores índices de saneamento básico no Brasil investem em média 340% a mais do que os piores municípios.

Para ilustrar as diferenças no acesso aos serviços básicos entre os municípios, o relatório realiza uma análise dos indicadores entre as 20 melhores e 20 piores cidades que figuram no ranking. Enquanto 99,07% da população das 20 melhores têm acesso à água potável, a população dos 20 piores municípios com acesso a este serviço corresponde a 82,52%. O indicador do atendimento de coleta de esgoto ainda é mais destoante, isto é, 95,52% da população nos 20 melhores municípios têm os serviços; enquanto somente 31,78% da população nos 20 piores municípios são abastecidos com a coleta do esgoto.

Os dados do SNIS apontam que o país ainda tem dificuldade com o tratamento do esgoto, do qual somente 50% do volume gerado são tratados. Assim, mais de 5,3 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza diariamente.

Segundo Luana Siewert Pretto, presidente Executiva do Instituto Trata Brasil, a edição de 2022 do Ranking do Saneamento evidenciou a estagnação dos municípios que sempre estão nas piores posições. “O que nos assusta é que essas cidades, mais uma vez, são da região Norte do país, onde o acesso ao saneamento ainda é mais deficitário do que em outras regiões. Há capitais que estão traba­lhando nos últimos anos para sair dessa posição, mas não é a regra, é a exceção”, destacou.

Gesner Oliveira, sócio da GO Associados, afirmou que, em 2020, foi sancionado o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, importante passo no sentido de promo­ver investimentos no setor e, consequentemente, direcionar o país à universalização.

“Contudo, 2020 também foi o primeiro ano da pandemia de covid-19 no Brasil, fato que escancarou a lentidão com que avançam os principais indicadores de saneamento básico. Portanto, é muito preocupante observar de novo nove capitais entre os piores colocados. É uma população somada de 10 mi­lhões de habitantes exposta a condições subumanas. É preciso fazer mais do que isso”, disse.

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