Esportes, Libertadores

Santos segura Independiente e volta com empate

Santos segura Independiente e volta com empate
O Santos de Gabigol suportou a pressão em Avellaneda. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Com determinação, e pres­são sobre o adversário na faixa central do campo, o Santos conseguiu segurar o ímpeto do Independiente ontem (21), no Estádio Libertadores de América, em Avellaneda (Argentina).

Com o empate por 0 a 0, os comandados do técnico Cuca definem a vaga para as quartas de final da Copa Libertadores na terça-feira, no Pacaembu.

Quem vencer se classifica para enfrentar Racing ou River Plate, que também empataram o primeiro duelo por 0 a 0. Empate sem gols leva a decisão aos pênaltis. Igualdade com gols classifica o time argentino.

Jogando em casa, a equipe argentina – que há 23 anos não disputava um mata mata de Libertadores – esteve mais perto do gol ao longo do jogo. Os argentinos somaram 14 conclusões, seis para fora e oito no gol. Apesar de chegar perto da área adversária, o Santos anão finalizou uma única vez.

Um dos armadores do time do Independiente, Maximilia­no Meza, 25, não conseguiu criar jogadas de perigo.

O empate mostra que o sistema desenhado por Cuca surtiu efeito ao longo do jogo. As duas linhas defensivas bloquearam as jogadas ad­versárias. Com a bola, tentaram sair em velocidade. Porém, erros de passes no nascimento das jogadas impediram o Santos ter um resultado ainda me­lhor em solo argentino.

No fim o time sofreu alguma pressão após a expulsão do lateral-esquerdo Dodô.

O confronto entre Santos e Independiente reúne dez títulos da Liber­tadores e remete aos anos 1960. São três taças do time brasileiro. Na outra única vez em que ambos se encontraram em um duelo eliminatório pela competição, os argentinos passaram.

Em jogos válidos pela se­mifinal de 1964, o Independiente virou o jogo no Maracanã, por 3 a 2, e voltou a ganhar em casa por 2 a 1. Naquele ano, o time de Avellaneda conquistou seu primeiro título de Libertadores. Viriam outros seis, o que fez surgir o apelido de “Rei de Copas”.

Com o empate, a situação do Santos não é melhor ape­nas que a do Palmeiras, entre os brasileiros que disputam a Libertadores contra equipes estrangeiras. O alviverde foi o único que venceu fora o primeiro jogo de seu confronto pelas oitavas de final.

 

INDEPENDIENTE 0 X 0 SANTOS

Ár­bi­tro: Diego Haro (Peru). Expulsão: Dodô (Santos). Estádio: Libertadores de América, em Avellaneda (Argentina), ontem à noite.

INDEPENDIENTE
Campaña; Bustos, Burdisso, Brítez, Gastón Silva; Francisco Silva, Pablo Hernández, Cerutti (Verón); Meza, Gigliotti, Romero (Pizzini). Técnico: Ariel Holan.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Dodô; Alison, Carlos Sánchez (Bryan Ruiz), Diego Pituca; Bruno Henrique (Sasha), Gabigol, Rodrygo (Derlis González). Técnico: Cuca.

 

Diogo Vitor quebra o silêncio e promete retomar tratamento contra as drogas

Suspenso desde abril por ter sido pego no exame antido­ping pelo consumo de cocaína, o atacante Diogo Vitor quebrou o silêncio e, em entrevista à TV Globo, disse que voltará ao tratamento oferecido pelo Santos para combater o vício.

Na conversa, o jogador admitiu o uso de cocaína em uma festa e explicou que parou há cerca de um mês o tratamento, mas que retornará em breve.

“Usei. Estava numa balada. Todo mundo estava se di­vertindo, passei do limite e usei”, disse, sobre o uso de cocaína. “Agora vou voltar (ao tratamento). De um mês para cá eu parei. Escolha minha”, disse.

No final da reportagem, Diogo recebeu conselho do comentarista Walter Casagrande Jr., que também teve problemas com drogas e disse que a batalha é árdua – inclusive para ele que está há dez anos em tratamento.

“É normal no começo (abandonar o tratamento e depois voltar). Você vê a coragem dele de sentar em frente às câmeras e de dizer que usou, que estava fragilizado. Caiu numa estrada muito perigosa, mas dá para começar um novo estilo de vida”, disse Casão.

“O Santos tem de dar apoio como está apoiando, dar toda a sustentação emocional. Espero que volte ao tratamento… Faz dez anos que faço tratamento, e não dá para virar as costas para essa doença.  No momento que você acha que está superbem, você fica mais fragilizado. A droga é sempre maior do que você. No mano a mano com a droga, você perde.”

Casagrande já conversou particularmente com Diogo Vitor em maio, quando deu palestra para os atletas de todas as categorias de base do Santos.

No começo deste mês, o Santos notificou Diogo Vitor via cartório depois de ficar sem aparecer por dois meses a nenhum setor do clube. O departamento jurídico do Santos chegou a estudar medidas que poderiam chegar à rescisão do contrato, mas a promessa de volta ao tratamento deve frear essa possibilidade.

“Vou voltar a fazer o tratamento agora e deixar tudo alinhado”, disse Diogo Vitor, que afirmou contar com o apoio da torcida na caminhada. “Na minha cabeça tem de voltar e dar a volta por cima. Quero voltar ao Santos. A torcida está toda meu lado para quando eu voltar. Isso é importante”, disse.

O tratamento de Diogo Vitor obriga o jogador a realizar terapias com psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, contratados pelo clube, além de manter o condicionamento físico visando seu retorno ao futebol após suspensão.

 

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