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Santos pede anulação de jogo; CBF mantém resultado

Santistas reclamam após Vuaden recuar na marcação. Foto:  Leo Pinheiro/Codigo19/FolhapressO Santos enviou à Confederação Brasileira de Fu­tebol (CBF) pedido de anulação da partida contra o Flamengo, pela rodada de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na última quarta-feira (26), o alvinegro venceu por 4 a 2, mas acabou eliminado por ter perdido o jogo de ida por 2 a 0. O clube acusa uma interferência externa de Eric Faria, repórter da TV Globo, sobre a arbitragem de Leandro Vuaden.

Aos 40 minutos do primeiro tempo, o árbitro gaúcho assinalou pênalti para os santistas após disputa entre Réver e Bruno Henrique na área. Contudo, após cerca de um minuto, o juiz consultou o quarto árbitro, Flávio Rodrigues de Souza, e reverteu a marcação da penalidade.

Segundo o Santos, a participação do quarto árbitro teria sido provocada por Faria, “que é elemento alheio ao certame e deve se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração”.

“Reportar ao 4º árbitro sua impressão do lance após ver replay na TV não é função nem atitude condizente com um jornalista. Esta ação repudiável foi testemunhada por dezenas de pessoas e pode ser constatada no vídeo da partida e em fotografias tiradas por outros veículos de mídia”, continua o Santos em ofício entregue à CBF.

A cúpula da entidade, porém, entende que o Santos não reúne provas para sustentar a tese de interferência externa no jogo que determinou a classificação dos cariocas à semifinal.

Segundo apurou a reportagem, o Santos não possui nenhuma imagem que comprova a suposta interferência externa do repórter da Globo. O clube se baseia apenas em relatos ouvidos por pessoas próximas ao banco para fazer a alegação em questão.

No Twitter, Eric Faria chamou de “leviana” as acusações de que teria comunicado o quarto árbitro sobre o lance.

Além da anulação do jogo, o Santos pediu à CBF a proibição a repórteres de ficar na lateral do gramado durante os jogos e de se comunicar com a equipe de arbitragem; a punição ao trio de arbitragem da partida; e o descredencia­mento de Eric Faria como repórter de campo.

Investimento

O  atacante Bruno Henrique foi a contratação mais cara do Santos na gestão Modesto Roma, que completará em dezembro três anos. O clube desembolsou € 4 milhões (R$ 13,5 milhões à época) para repatriar o jogador do Wolfsburg. Meses depois, na visão dos cartolas, o saldo é positivo.

Para a diretoria santista, o desempenho de Bruno Henrique já fez valer o alto investimento. Mais do que isso: a cúpula entende que pode lucrar em uma possível venda para a Europa.

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