Brasileirão, Esportes

Santos busca o empate com o Botafogo no fim e amplia sequência invicta no Brasileirão

Com o 1 a 1 no Engenhão, o time da Vila Belmiro alcança o sétimo duelo de invencibilidade

Botafogo e Santos fizeram uma partida burocrática e pouco criativa na tarde deste domingo (26) no Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão. O empate por 1 a 1 foi um resultado condizente com o duelo que teve seu clímax nos primeiros e últimos minutos. O resultado alonga o jejum botafoguense, que chega a oito jogos sem vencer, enquanto o time da Baixada alcança o sétimo duelo invicto.

A disputa pelo título e para fugir da degola dá claros sinais de que se estenderá até a rodada final. Com grandes clubes envolvidos na disputa nas duas pontas da tabela do Brasileirão, resta a Botafogo e Santos secar os rivais para sonhar com o troféu e consolidar a permanência na elite, respectivamente.

Na próxima quarta-feira, o Santos tem pela frente o Fluminense, na Vila Belmiro. A bola rola às 19h. O Botafogo entra em campo um pouco mais tarde. Às 21h30, mede forças com o já rebaixado Coritiba no Estádio Couto Pereira.

O primeiro tempo guardou as emoções para os minutos iniciais. O Botafogo mostrou postura diferente diante de seus torcedores. Insistente, a equipe da casa teve mais volume que o adversário e prezou pela verticalidade em campo. Desatento, o Santos foi improdutivo e pareceu não estar na mesma rotação que a partida exigia. Em um lance de distração em cobrança de falta, a marcação vacilou e Danilo Barbosa cabeceou para abrir o placar aos dez minutos.

Perdendo o jogo, o Santos se alçou ao ataque e concentrava sua estratégia em esperar um lance individual de seus melhores atletas: Soteldo e Marcos Leonardo. O Botafogo, por sua vez, tentou aproveitar os espaços dados no meio de campo para acelerar as jogadas quando retomava a bola.

O Santos tomou as rédeas do jogo e arriscou boas finalizações, além da perigosa bola parada. Lucas Perri teve de fazer bela defesa após conclusão de Jean Lucas. Do outro lado, Gabriel Pires também deu trabalho ao goleiro João Paulo.

Na volta do intervalo, a partida manteve seu caráter morno, com o Botafogo buscando explorar a velocidade pelos lados do campo, enquanto o Santos tentou construir lances com mais paciência e passes laterais. Com o passar do tempo, os dois times ficaram mais ansiosos para marcar.

O equilíbrio da partida favoreceu o Botafogo, uma vez que o Santos não era capaz de atacar com precisão. Nem mesmo as trocas feitas por Marcelo Fernandes tornaram o time da Baixada mais altivo. A proposta dos donos da casa era marcar a saída de bola, tentar aproveitar eventuais falhas de passe e insistir em lances de velocidade na ponta.

Nos minutos finais, a partida ficou morna, sem arrancar suspiros de torcedores botafoguenses e santistas. Até que, aos 45 minutos, do segundo tempo, Messias concluiu de cabeça a jogada ensaiada construída por Soteldo e achou o gol de empate.

BOTAFOGO 1 x 1 SANTOS

GOLS: Danilo Barbosa, aos dez minutos do primeiro tempo; Messias, aos 45 da segunda etapa. ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (GO). RENDA: R$ 1.107.625 (29.387 presentes). ESTÁDIO: Engenhão, no Rio.

BOTAFOGO

Lucas Perri; Danilo Barbosa, Adryelson e Victor Cuesta; Tchê Tchê, Marlon Freitas, Gabriel Pires (Bastos), Eduardo (Luis Henrique) e Victor Sá (Di Plácido); Júnior Santos (Segovinha) e Tiquinho Soares (Janderson). Técnico: Tiago Nunes.

SANTOS

João Paulo; Lucas Braga, Messias, Joaquim e Kevyson (Mendoza); Rodrigo Fernández, Camacho (Maxi Silvera), Jean Lucas (Weslley Patati) e Nonato (Lucas Lima); Soteldo e Marcos Leonardo (Julio Furch). Técnico: Marcelo Fernandes.

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