Brasileirão, Esportes

Santos aproveita falhas do Atlético-MG, vence por 3 a 1, e fica perto dos líderes

Santos obteve a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, nesta quarta-feira (9) à noite, ao vencer o Atlético-MG, por 3 a 1, na Vila Belmiro, em jogo válido pela nona rodada. O resultado deixa os santistas com 14 pontos, um a menos que os mineiros.

Antes do início da partida, os jogadores fizeram, assim como em todos os jogos disputados nesta quarta-feira, um protesto contra a invasão ao treino do Figueirense no sábado passado. Após o apito inicial, os atletas ficaram com os braços cruzados por cerca de 30 segundos com a bola parada.

O Atlético-MG começou o jogo no melhor estilo Jorge Sampaoli. Rápido e com grande objetividade, teve três grandes oportunidades em cinco minutos. Tanta exposição, proporcionou espaço para o Santos também criar e Marinho por pouco não abriu o placar aos sete minutos.

Os goleiros foram protagonistas neste início de jogo. Enquanto o santista João Paulo fez ao menos duas belas defesas, Rafael acabou expulso aos 18 minutos, após derrubar Marinho na intermediária. O veterano Victor foi acionado e entrou na meta atleticana após seis meses de ausência.

No primeiro ataque santista, a inatividade fez o experiente goleiro de 37 anos falhar. Aos 21 minutos, Arthur Gomes escapou pela esquerda, passou pela marcação e bateu em cima de Victor, que deixou a bola passar entre suas pernas.

A desvantagem no placar não desanimou o Atlético-MG, que continuou veloz no ataque e com bom desempenho de Sasha, ex-Santos. Uma finalização do atacante foi salva em cima da linha por Jobson – que, por curiosidade, vinha sendo o jogador mais fraco da zaga santista.

Em uma das três falhas do meio-campista que não tem cacoete de zagueiro, aos 34 minutos, o Atlético-MG empatou com Franco, após a finalização desviar em Alex e tirar João Paulo da jogada.

Se o Santos apresentou problemas com o desempenho de Jobson, o Atlético-MG mostrou fragilidade toda a vez que a bola era lançada em profundidade. Em uma dessas jogadas, Carlos Sánchez fez ótimo lançamento para Madson. O cruzamento do lateral achou Marinho livre para marcar: 2 a 1.

O Atlético-MG voltou para o segundo tempo com a intenção de tornar seu maior poder ofensivo (teve 13 finalizações, contra apenas três do Santos) em gols. Porém, os erros de passe na armação impediram o Galo de chegar com perigo na área do adversário. Já o Santos continuou usando as bolas longas, que tanto incomodaram os mineiros na primeira etapa.

Ao contrário dos primeiros 45 minutos, o segundo tempo foi disputado em ritmo mais lento e as oportunidades de gols rarearam. Muita disposição, mas pouca qualidade e inteligência na hora de bater na bola. Um dos poucos momentos interessantes aconteceu aos 26 minutos, quando Marinho chegou a marcar, mas o atacante foi flagrado em impedimento pelo auxiliar e confirmado pelo VAR.

O estilo agressivo dos times de Sampaoli cria alguns momentos diferentes no futebol – por exemplo, o Atlético-MG, mesmo jogando na Vila Belmiro, sendo alvo de contra-ataques constantes do Santos, mas o time de Cuca foi incapaz de organizar uma jogada para definir a vitória com mais folga.

Porém, a zaga do Atlético-MG proporcionou mais uma chance, aos 53 minutos, quando Victor saiu jogando mal e Marinho sofreu falta na grande área. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães consultou o VAR e deu pênalti. Marinho cobrou bem e fez seu sexto gol na competição.

SANTOS 3 x 1 ATLÉTICO-MG

Gols: Arthur Gomes, aos 21; Franco, aos 34, e Marinho, aos 38 minutos do primeiro tempo. Marinho (pênalti), aos 53 minutos do segundo tempo. Cartão vermelho: Rafael. Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ). Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP).

SANTOS

João Paulo; Madson (Derick), Jobson, Alex (Wagner) e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Ivonei) e Arthur Gomes; Marinho, Lucas Braga e Soteldo. Técnico: Cuca.

ATLÉTICO-MG

Rafael; Mariano, Igor Rabello, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Allan (Hyoran), Jair (Marquinhos), Franco e Savarino (Keno); Sasha e Marrony (Victor). Técnico: Jorge Sampaoli.

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