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Sabesp vai retomar abastecimento normal em Mauá

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) se comprometeu a retomar o abastecimento normal para Mauá, após reunião realizada com o prefeito da cidade, Atila Jacomussi (PSB), e o superintendente da empresa Saneamento Básico de Mauá (Sama), Israel Aleixo, na noite de ontem (19).

O abastecimento foi reduzido em 10% na manhã da última segunda-feira (18) e a decisão se baseou no entendimento de sentença de 28 de março de 2017 da juíza da 1ª Vara Cível de Mauá, Maria Eugênia Pires Zampol, que menciona o contrato da Sabesp com a empresa Saneamento Básico de Mauá (Sama), cuja inadimplência permitiria a redução no fornecimento para a autarquia municipal.

De acordo com Israel Aleixo, houve um entendimento entre as partes de que a Sama terá até dia 29 deste mês para apresentar um plano de pagamento à Sabesp. “Basicamente, chegamos a uma decisão de apresentar um plano de operação viável, que a Sama possa contemplar um pouco mais a questão da Sabesp. Por outro lado, o impasse do pagamento se dá pela tarifa da Sabesp ser questionada judicialmente. Vamos tentar chegar a um meio termo”, relatou o superintendente.

Aleixo destacou que o aumento no valor pago – atualmente, a Sama paga cerca de R$ 0,09 por metro cúbico de água, enquanto a Sabesp cobra R$ 1,97 por m³ – não implica em reconhecer nem a tarifa praticada pela empresa, nem o passivo da dívida, avaliada em R$ 1,8 bilhão. “Vamos aumentar o pagamento, mas continuar as tratativas e sem comprometer a capacidade financeira da autarquia e sem prejudicar o usuário”, destacou.

“Não se sabe ainda a que valor vamos chegar. A Sabesp não pode exercer lucro absoluto sobre a água porque tem a questão social. Agora, a Sabesp vai retomar o abastecimento normal. A água da Sabesp é hoje uma das mais caras do mundo”, destacou o superintendente. A previsão era de que a vazão normal fosse retomada ainda nesta quarta-feira (20).

Aleixo informou, ainda, que não houve nenhuma reclamação pontual sobre desabastecimento nos bairros. “A redução da pressão vai, em médio prazo, afetando diversas regiões, diminuindo a capacidade da cidade em armazenar água”, explicou.

Sobre a decisão da Sabesp em reduzir o abastecimento em 10%, o que nas palavras do superintendente pegou a cidade de surpresa, Aleixo relatou que a justificativa foi que o prazo acordado entre as partes havia expirado. A Sabesp não se pronunciou sobre o tema.

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