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Sabesp corta 10% de abastecimento de Mauá

Atila e Aleixo com o presidente da Sabep, Jorge Kelman, em fevereiro deste ano. Foto: Roberto Mourão/PMMConforme o Diário Regional antecipou na edição de 10 de agosto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) cortou, desde ontem (18), 10% do fornecimento de água para Mauá. A decisão se baseia no entendimento de sentença de 28 de março de 2017 da juíza da 1ª Vara Cível de Mauá, Maria Eugênia Pires Zampol, que menciona o contrato da Sabesp com a empresa Saneamento Básico de Mauá (Sama), cuja inadimplência permitiria a redução no fornecimento para a autarquia municipal.

A autarquia mauaense foi notificada em 10 de agosto de que teria até o dia 15 do mês passado para quitar dívida de R$ 1,8 bilhão. O débito, de acordo com a Sabesp, acumulou-se ao longo dos anos porque a Sama não faz o pagamento integral das faturas de água e desembolsa entre 2% e 4% dos valores totais. De acordo com a notificação enviada à autarquia mauaense, o prazo para quitar o débito é de cinco dias a contar da data de recebimento. “Na hipótese de manutenção da inadimplência por parte da autarquia, ficam desde já notificados que, em 30 dias, a contar do esgotamento do prazo citado, a Sabesp reduzirá em 10% o fornecimento de água, conforme previsto em contrato”, dizia o documento.

O superintendente da Sama, Israel Aleixo, disse que a decisão da Sabesp causou surpresa. “Abrimos diálogo no mês passado. Tivemos reunião com a direção da empresa e foi combinado que estaríamos fazendo as tratativas para poder buscar uma solução conjunta. Só que pelo fato do esgoto na cidade estar em concessão com a BRK houve uma decisão, consensual, que deveria envolver a BRK na discussão.

A BRK está dialogando com a Sabesp e estávamos esperando esse diálogo entre eles para poder reunir as três partes. Isso foi confirmado pela diretoria da Sabesp, até porque, a BRK é acionista da estatal.
Essa atitude por porte da Sabesp nos causa estranheza, porque não aguardou uma tratativa mais concreta. Fomos surpreendidos por um comunicado às 17 horas. Tínhamos uma reunião agendada para o dia 20 de setembro desde a semana passada. Nessa reunião sentaríamos as três partes para buscar uma solução. “

Segundo Aleixo, após a notificação, a Sabesp foi prcurada pelo prefeito Atila Jacomussi e por ele, pedindo que houvesse a reconsideração da decisão até que acontecesse a reunião. “Se mostraram sensíveis ao nosso pedido e vamos continuar dialogando.

É bom destacar que nunca deixamos de conversar com a Sabesp. O governo anterior havia encerrado qualquer tipo de diálogo e assim que esta administração assumiu, um dos primeiros encontros que tivemos foi com a direção da Sabesp, para voltar a dialogar”, disse.

Medidas

Aleixo destacou que a administração está tomando uma série de medidas para melhorar o sistema de saneamento como um todo, como por exemplo, revisar a legislação, “que basicamente beneficiava apenas a concessionária de esgoto”.

“Estamos adotando uma série de medidas, como contenção de custos na autarquia, revisão de legislação, diálogo com a Sabesp, para podemos encontrar uma solução, a fim de que realmente o sistema funcione.

Apesar deles terem nos comunicado no mês passado, como havíamos nos reunido e como disseram também que iriam conversar com a BRK, e por duas oportunidades conversaram e confirmei isso com a direção da Sabesp, achávamos que o diálogo estava fluindo e até tomarmos uma decisão nada aconteceria nesse sentido”, ressaltou.

Segundo informações da Sama, o volume de água fornecido atualmente é de aproximadamente 1.050 litros por segundo, e já não é o suficiente para a demanda do município.

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