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Sabesp afirma que água em Diadema é a mais barata da região metropolitana

Souza: “no calor da discussão (eleitoral) soltaram uma notícia que não é verdadeira”. Foto: Souza: “no calor da discussão (eleitoral) soltaram uma notícia que não é verdadeira”. Foto: Thiago Benedetti/Divulgação

O superintendente da Área Sul da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Roberval Tavares de Souza, reafirmou ontem (18) que a tarifa cobrada pela água em Diadema continua sendo a mais barata da região metropolitana.

“A residência que consome 10 m³ de água em Diadema paga, em um mês, R$ 17,84. Nas demais cidades da região metropolitana o mesmo volume custa R$ 22,38. É a tarifa mais barata da Grande São Paulo”, disse Souza, rebatendo texto publicado em material jornalístico encontrado, na última sexta-feira, no comitê de campanha do candidato do PRB à prefeitura, Wagner Feitoza, o Vaguinho. A assessoria do prefeiturável afirmou que o material não era de responsabilidade de sua coligação.

O material sustenta que o aumento da tarifa estaria custeando o recapeamento de ruas de Diadema. Cinco mil exemplares do jornal foram apreendidos pela Polícia Civil no comitê por não ter expediente nem jornalista responsável. “No calor da discussão (eleitoral) soltaram uma notícia que não é verdadeira”, reiterou Souza.

O executivo destacou que a manutenção da tarifa – corrigida anualmente pela inflação – até 2018, quando será equiparada à das demais cidades, faz parte do acordo fechado em 2014 que concedeu à Sabesp o direito de explorar os serviços de água e esgoto anteriormente prestados pela Companhia de Saneamento Básico de Diadema, além de extinguir dívida de R$ 1,2 bilhão que a Saned tinha com a companhia estadual.

“Também fruto desse mesmo acordo, a tarifa social (que beneficia famílias de baixa renda) está mantida em R$ 6,80 para quem consome até 10 m³ de água por mês. Além disso, os 300 trabalhadores da Saned foram incorporados ao corpo de funcionários da Sabesp”, destacou o superintendente, durante evento realizado ontem que marcou o início das obras de construção do coletor-tronco Vila Nogueira.

Fruto de investimento de R$ 600 mil, a interligação de 600 metros de extensão vai captar o esgoto de indústrias e residências de bairros como Vila Nogueira e jardins Bela Vista e Ruyce, para levá-lo ao coletor Curral-Monteiros, sob a Avenida Ulisses Guimarães. Com a conclusão da obra, prevista para dezembro, a Sabesp projeta aumentar dos atuais 50% para 65% o índice de tratamento de esgoto da cidade.

Quando a Sabesp reassumiu os serviços de saneamento de Diadema, há dois anos e meio, apenas 15% dos dejetos da cidade eram encaminhados à Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ABC. Souza destacou que o avanço nesse indicador se traduz em melhora na qualidade de vida da população. “Saneamento é saúde. A cada R$ 1 investido em ações preventivas, R$ 4 deixam de ser gastos na saúde”, disse o superintendente, ressaltando que o novo coletor-tronco vai beneficiar dois mil clientes, entre residências e empresas.

O acordo fechado em 2014 prevê investimentos de R$ 434 milhões no saneamento de Diadema durante os 30 anos de concessão dos serviços à Sabesp, dos quais R$ 296 milhões nos primeiros dez anos. O objetivo da companhia é atingir 100% de abastecimento e 100% do esgoto tratado e coletado até 2020.

Segundo Souza, as obras de maior complexidade, como as intervenções nos arredores do Ribeirão dos Couros, importante afluente do Tamanduateí, devem ocorrer no período de 2017 a 2020.

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