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Rodrigo Maia defende PSDB na base e pede que país ‘olhe para a frente’

Maia disse contar com a união dos partidos para aprovar reformas. Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (3) em São Paulo que o governo precisa reorganizar sua base de apoio na Casa e que o PSDB “é muito importante”. Afirmou contar com a união dos partidos de sustentação de Michel Temer (PMDB) para garantir a aprovação das reformas, após a votação que enterrou a denúncia contra o presidente.

Segundo maior partido da base do governo, o PSDB foi a legenda aliada que deu, proporcionalmente, mais votos contrários a Temer. “O Brasil, daqui para a frente, precisa que os partidos que têm uma posição parecida em relação ao futuro da economia possam pensar em conjunto”, afirmou o deputado federal, antes de participar de encontro promovido pelo banco Goldman Sachs com clientes e investidores.

“Já passou a denúncia, e é importante que a gente deixe a denúncia para trás e olhe para a frente”, disse. Maia minimizou os cinco votos de sua legenda, o DEM, que foram contra o Palácio do Planalto. “É uma minoria. Não representa a posição majoritária do partido.”

Em uma análise dos cenários de apoio a Temer, o presidente da Câmara afirmou que, em relação a 17 de maio, data do início da crise da JBS, “o governo tem hoje uma base menor”. No entanto, “se olhar [a situação de] quatro semanas atrás, o governo teve um resultado melhor do que todos projetavam”. “Agora, se projetar um futuro, você vê que para votar as reformas, principalmente a da Previdência, o governo vai precisar reorganizar a base.”

Maia disse que falou “rapidamente” com o presidente após a decisão desta quarta-feira (2). “Ele ligou para agradecer pela condução da sessão. Disse que era o meu papel.” Segundo o deputado, a partir da próxima semana serão tratados com prioridade na casa os projetos das reformas previdenciária, tributária e política.Também reafirmou a intenção de acelerar a análise de propostas para a segurança pública, “com foco no cidadão, não no fortalecimento das corporações”.

Presidência do PSDB

Depois de mais de um mês de indefinições, o PSDB decidiu manter o senador Tasso Jereissati (CE) como presidente interino do partido. Irritado com as articulações de Aécio Neves (MG), presidente licenciado da legenda, Tasso chegou a fazer carta de demissão no início da semana, mas concordou em aguardar a votação na Câmara sobre a denúncia contra Temer.

Aécio e Tasso se reuniram nesta quinta (3) para discutir o comando do partido até a convocação de uma convenção nacional, o que deve ocorrer até o fim do ano. Na prática, deixam tudo como está: oficialmente o mineiro segue licenciado do cargo, mas não deixa o papel de líder do partido.

Os senadores chegaram a conversar na terça (1º) sobre o tema, mas decidiram aguardar a definição da Câmara. Os deputados decidiram na quarta (2), com 263 votos, barrar a acusação contra o peemedebista. Os tucanos se mostraram divididos: 22 votaram contra a continuidade das investigações e 21 pelo avanço.

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