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Rivais de Maia se unem em ofensiva contra sua reeleição

Na tentativa de levar a eleição para presidente da Câmara para o segundo turno, os rivais do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uniram-se nesta segunda-feira (30) em uma ofensiva contra ele. Mais uma candidatura foi lançada e uma nova ação foi movida no STF (Supremo Tribunal Federal).

Rogério Rosso (PSD-DF), que havia suspendido sua candidatura na semana passada, anunciou que está de volta à disputa.

Ele aguardava que o STF se manifestasse sobre duas ações que tramitam contra Maia. Uma foi movida pelo Solidariedade, que apoia Jovair Arantes (PTB-GO), e a outra, por André Figueiredo (PDT-CE). Os dois são adversários de Rodrigo Maia.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, no entanto, não pautou o assunto para a primeira sessão do ano, nesta quarta-feira (1º). A eleição na Câmara ocorre na manhã de quinta-feira (2).

A Constituição veda a reeleição do presidente em uma mesma legislatura, mas Maia alega que a regra não se aplica a quem se elegeu para um mandato temporário, como o caso dele, que assumiu em julho após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Rivais de Maia disseram ter pedido uma reunião com a presidente do STF sobre o questionamento jurídico sobre sua reeleição -mas ficaram sem resposta, ao menos até o início da noite.

Nesta segunda, Rosso, Jovair e Figueiredo também subscreveram o mandado de segurança que o deputado Julio Delgado (PSB-MG) protocolou no STF. Mesmo com o seu partido tendo anunciado apoio a Maia, Delgado se lançou candidato avulso.

A intenção é levar a disputa para o segundo turno. Segundo Jovair, a candidatura de Maia afeta a “paridade de armas” da eleição. “Ele está com a caneta na mão e isso desiguala o jogo”, disse.

Para ganhar no primeiro turno, é preciso maioria absoluta dos votos, ou seja, metade mais um dos votos dos presentes. A votação só começa com a presença de 257 dos 513 deputados.

Nesta terça (31), o PT definirá que rumo vai tomar. Havia expectativa de que o partido apoiasse Maia, mas, diante da pressão de sua base, a sigla pode lançar candidatura própria ou anunciar apoio a Figueiredo.

Também há chance de o PSOL lançar um nome. O prazo de registro de candidaturas vai até 23h de quarta-feira (1º). A votação está marcada para 9h do dia seguinte.

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