Ribeirão Pires, Sua região

Ribeirão Pires estuda aumento de até 50% para IPTU em 2018

Kiko: “é uma situação muito triste que o governo vivencia”. Foto: Eberly LaurindoA Prefeitura de Ribeirão Pires está realizando estudo para atualizar os valores cobrados pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Pago pelos proprietários de imóveis todo ano, o tributo deste ano teve apenas a correção da inflação, aumento de cerca de 6%, mas para 2018 o reajuste pode chegar a 50% dependendo do caso. “Existem lugares que são valorizados no mercado imobiliário e que o imposto está aquém do que deveria ser”, declarou o prefeito Adler Teixeira, o Kiko (PSB).

O prefeito explicou que a legislação proíbe que o imposto seja aumentado no primeiro ano de gestão. Por isso, a administração pretende concluir o estudo até o início do segundo semestre para que os carnês do ano que vem já sejam emitidos com as correções. “A área central tem hoje valores que são inferiores às que não têm tantos serviços no entorno”, justificou. O estudo está sendo conduzido pelo próprio pessoal da prefeitura.

Dívidas

O prefeito de Ribeirão Pires queixou-se das contas herdadas de seu antecessor, Saulo Benevides (PMDB). “A gente acreditava que a cidade tinha problemas de ordem financeira. Porém, não imaginávamos que seriam tão grandes como diagnosticamos”, afirmou. “Só para ter uma ideia, a dívida fundada, que é aquela que inclui precatórios, débitos antigos, gira em torno de R$ 50 milhões e, no período de quatro anos, foram adquiridos R$ 170 milhões em novas dívidas”, completou.

A expectativa da administração é que com a correção da defasagem nos valores do IPTU, haja recuperação na arrecadação. O orçamento de 2017, projetado e aprovado ainda no ano passado, também foi alvo de críticas. “O orçamento da cidade tem sido ao longo dos anos superestimado. Sempre se previu mais do que arrecadou. Para este ano, a previsão é de R$ 327 milhões, e no ano passado foi realizado em torno de R$ 250 milhões”, citou. “Fizemos contingenciamento de 25% do orçamento no intuito de encaixar as nossas despesas dentro do resultado efetivamente realizado e não de uma previsão, considerando o orçamento realizado em 2016”, destacou.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo, os problemas financeiros da prefeitura incluem contratos que não foram pagos para diferentes tipos de fornecedores; contratos celebrados sem a devida previsão orçamentária; e falta de repasse das contribuições previdências dos funcionários públicos. “É uma situação muito triste que o governo vivencia”, afirmou.

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