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Reunião entre sindicato e governo não acontece e funcionalismo de Mauá busca apoio por reajuste salarial

Reunião entre sindicato e governo não acontece e funcionalismo busca apoio por reajuste salarial
Presidente do Sindserv, Jesomar Alves Lobo, tem encontro marcado com o presidente da Cãmara, Admir Jacomussi. Foto: Divulgação Sindserv/Valdeci Barros

A reunião que estava prometida para ontem (25) entre o Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) de Mauá e a prefeitura não ocorreu, e a categoria segue aguardando por desfecho para campanha salarial deste ano. Os sindicalistas avaliam que as questões técnico-financeiras e administrativas estão esgotadas e somente o aspecto político poderá definir o impasse e, por isso, vão buscar apoio dos vereadores.

Segundo o presidente do Sindserv, Jesomar Alves Lobo, não adianta promover reuniões procrastinatórias. “Não temos mais condições de continuar as negociações com a Comissão. Precisamos conversar com autoridades que tenham força política para decidir. Por isso vamos nos reunir com a Mesa Diretora da Câmara na terça-feira (29), para buscar um meio de desfazer esse impasse”, argumentou. Na última segunda-feira (21), o Sindserv enviou ofício à prefeita em exercício, Alaíde Damo, para pedir atenção a demandas dos servidores. Não houve resposta.

Diálogo

O Sindserv tem buscado concluir as negociações por meio do diálogo, mas com a ausência do prefeito Atila Jacomussi (PSB), preso desde o dia 10, um acordo parece estar cada vez mais distante. “A busca por apoio político junto aos vereadores e a tentativa de sensibilizar e envolver a prefeita são as últimas tentativas de manter uma conclusão negocial.

Caso não surta efeito, o Sindserv poderá convocar a categoria para deliberar quais ações deverão ser adotadas a fim de buscar um reajuste digno a todos os trabalhadores”, pontuou.

O sindicato pediu abono mensal de R$ 450, reposição de 2,68% da inflação, aumento real de 10% e reajuste no auxílio alimentação de R$ 340 para R$ 450. A administração apresentou contraproposta com 1% de aumento real, reposição de 2,68% da inflação dos últimos 12 meses (IPCA/IBGE), aumento do auxílio alimentação para R$ 370 e sua ampliação para todos os servidores ou aumento para R$ 390 no formato atual, isto é, apenas para quem recebe até três vezes o menor vencimento da prefeitura.

Diante do impasse financeiro, o Sindicato apresentou, no dia 14, parâmetros mínimos para continuar a negociação: 1,32% de aumento real, reposição de 2,68% da inflação, ampliação do auxílio alimentação para todos os trabalhadores e sua divisão em duas faixas: R$ 410 para quem recebe até três pisos e R$ 200 para os demais servidores.

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