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Reunião científica começa com tom político, vaias e protestos contra cortes

Com forte tom político, o início do 70º Encontro Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), maior encontro científico do país, teve vaias a ministros, protestos contra os cortes na ciência e gritos de “Lula livre”. Ao chegar ao campus de Maceió da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, foi recebido sob protesto de servidores que pediam mais concursos na área, inclusive para a reposição daqueles que se aposentaram, e a recuperação de verbas para o setor.

A jornalistas, o ministro disse entender e apoiar as reivindicações dos pesquisadores e servidores da área de ciência e tecnologia e afirmou que seu ministério é um dos que menos sofreu com os cortes.

“As mobilizações têm o nosso apoio. Nos ajudam a dar visibilidade para as demandas do setor. São manifestações corretas, com peso político e representatividade. Parte grande das demandas vem carregada de muita coerência e legitimidade”, disse.

O ministro também falou sobre a fusão dos ministérios realizada pelo governo Temer, em 2016, que uniu as áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação com Comunicações. A ação é vista como um retrocesso por pesquisadores. Kassab, porém, diz que houve resultado positivo para ambas as áreas, com um ganho de visibilidade para as demandas e maior proximidade entre setores estratégicos.

Segundo Castro Moreira, presidente da SBPC, a entidade mantém a defesa de separar os ministérios, já que eles têm objetivos, estruturas e lógicas diferenciadas. O orçamento do MCTI em 2009 era de R$ 7,9 bilhões (R$ 13,4 bi­lhões em valores atuais). Atual­mente o valor disponível é de R$ 4 bilhões.

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