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Relatório apresentado na Câmara pode abortar reforma da Previdência, diz Guedes

Relatório apresentado na Câmara pode abortar reforma da Previdência, diz Guedes
Guedes criticou mudanças feitas no projeto. Foto: Adriano Machado/ABr

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem (14), no Rio de Janeiro, que o relatório apresentado pela Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados traz um recuo na regra de transição que pode “abortar a Nova Previdência”.

Segundo o chefe da pasta, com as mudanças propostas no projeto enviado pelo governo, a economia esperada com a reforma cai de R$ 1,2 tri­lhão em dez anos para R$ 860 bi­lhões no mesmo período.
“Houve um recuo que pode abortar a Nova Previdência. Pressões corporativas dos servidores do Legislativo forçaram o relator a abrir mão de R$ 30 bilhões para os servidores do Legislativo, que já são favorecidos. Recuaram na regra de transição. Como isso ficaria feio, estenderam também para o regime geral. Isso custou R$ 100 bilhões”, disse Guedes, em entrevista concedida ontem depois de evento no Consulado da Itália.

Segundo o ministro, as mudanças foram maiores do que o governo esperava. “Entregamos (a reforma) com economia prevista de R$ 1,2 trilhão. Eu esperava que cortassem o BPC e o rural. Com R$ 1 tri­lhão, conseguiríamos lançar a Nova Previdência, mas corta­ram R$ 350 (bilhões)”, disse.

“Vou respeitar a decisão do Congresso. Agora, se apro­va­rem a reforma do relator, abortarão a reforma da Previdência”, avaliou Guedes. “Con­tinuaremos com a velha Pre­vidência”, afirmou.

 

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