Economia, Notícias

Região fecha 1.817 vagas em outubro, e emprego formal cai pelo 23º mês seguido

Em nova sinalização de que a crise que atinge com mais intensidade a economia do ABC está longe do fim, as empresas da região voltaram a fechar postos de trabalho com carteira assinada em outubro pe­lo 23º mês consecutivo.

O saldo líquido entre contratações (18.241) e desligamentos (20.058) foi negativo em 1.817 vagas eliminadas, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) di­vulgadas ontem (24).

Apesar de ser negativo, o resultado é “menos ruim” que o do mesmo mês de 2015, quando foram extintos 5.770 empregos celetistas, e melhor que o de setembro, quando fo­ram eliminados 3.151.

No acumulado do ano até outubro foram fechadas 25.414 vagas nos sete municípios, o que corresponde a 84 por dia. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo em 32.248.

Outubro é historicamente um mês de con­tratações na região, especialmente no comércio – que, nesta época, recorre a trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda decorrente das festas de fim de ano. A crise, entretanto, tem desestimulado o reforço na mão de obra nos últimos três anos.
Não por acaso, o comércio fechou 359 vagas no ABC em outubro – número que sobe para 4.264 nos primeiros dez meses deste ano.

Indústria

O corte de vagas disseminou-se pelas quatro principais atividades econômicas (veja gráfico ao lado), mas foi pior na indústria, que fechou 588 postos de trabalho em outubro. Trata-se do 21º resultado negativo seguido no parque fabril do ABC.

Apenas um dos 12 subsetores industriais contratou mais do que demitiu no acumulado do ano até outubro, o de calçados. O pior resultado é o de materiais de transporte, que inclui montadoras e fabricantes de autopeças, com 6,3 mil vagas fechadas.

O resultado reflete a contínua perda de vigor do setor automotivo, que enfrenta o quarto ano seguido de queda nas vendas.
De janeiro a outubro, os subsetores metalúrgico (1.303 vagas extintas), químico e farmacêutico (-1.064), de borracha (-973), de material elétrico (-877) e de máquinas e equipamentos (-756) registraram os piores resultados.

No setor de serviços, dois dos sete segmentos monitorados pelo Ministério do Trabalho tiveram mais contratações do que demissões no ano: ensino (1.074) e serviços médicos (617). O pior resultado é o de administração de imóveis (-3.466).

No corte por cidades, São Bernardo teve o pior resultado de outubro, com 1.447 vagas fechadas. No ano, o saldo é negativo em 12,6 mil.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*