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Região exporta US$ 844 mi e tem melhor 1º bimestre em cinco anos

As exportações de empresas do ABC registraram, no primeiro bimestre, o melhor resultado em cinco anos. Em janeiro e fevereiro, os sete municípios enviaram US$ 844,2 milhões ao exterior, valor 22,9% superior ao auferido no mesmo período do ano passado (US$ 687 milhões).

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exte­rior e Serviços (MDIC), o montante é o maior desde o primeiro bimestre de 2013, quando os embarques somaram US$ 967,5 milhões.
No mês passado, as receitas externas chegaram a US$ 483,4 milhões, alta de 33,4% em relação ao obtido em fevereiro de 2017.

Sede de seis montadoras (Volkswagen, Ge­neral Motors, Ford, Scania, Mercedes-Benz e Toyota), o ABC tem no setor automotivo sua principal pauta exportadora. As vendas externas de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus oriundas de São Bernardo e São Caetano somaram US$ 344,2 milhões no primeiro bimestre, com aumento de 6% em relação ao apurado no mesmo pe­ríodo do ano passado.

Região exporta US$ 844 mi e tem melhor 1º bimestre em cinco anos

As montadoras têm apostado nas exportações para impulsionar a produção e reduzir a ociosidade nas fábricas, em meio à retomada ainda lenta do mercado interno. O envio de veículos para outros países bateu recorde em 2017, com mais de 760 mil unidades.

Segunda receita externa mais importante dos sete mu­nicípios, as exportações de autopeças aumentaram 25,7% no primeiro bimestre deste ano, para US$ 198,3 mi­lhões.

Na sequência, aparecem os embarques de insumos industriais, com alta de 23,3%, para US$ 138,5 milhões.

Importações

As importações do ABC também cresceram, mas em maior magnitude do que as exportações. Segundo o MDIC, a região comprou no exterior US$ 765,4 milhões no primeiro bimestre, montante 45,8% superior ao apurado no mesmo período de 2016.

Como resultado, a balança comercial da região ficou superavitária (com exportações superiores às importações) em US$ 78,8 milhões no primeiro bimestre.

Com a economia voltando ao terreno positivo, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) espera que haja troca no ritmo de crescimento de exportações e importações neste ano. Ou seja, as importações tendem a crescer mais do que as exportações.

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