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Região começa 2017 com 144 vagas fechadas em janeiro na construção civil

Construção civil sente os reflexos da retração na atividade econômica. Foto: Arquivo

O primeiro mês de 2017 não trouxe novidades no que se refere à geração de empregos na construção civil do ABC. Em janeiro, as empresas do setor registraram, juntas, a perda de 144 postos de trabalho nos sete municípios.

Os dados integram pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho.

Em janeiro do ano passado havia 45.358 trabalhadores registrados nas empresas do setor que atuam na região. No mesmo mês de 2017 o estoque baixou para 40.810, evidenciando corte de 4.458 empregos – queda de 10%.

Em janeiro, Ribeirão Pi­res amargou a maior redução no estoque de trabalhadores do setor, com 79 vagas fechadas, seguido de Diadema (-69), São Bernardo (-67), Santo André (-57), Mauá (-47) e Rio Grande da Serra (-3). No sentido contrário, São Caetano acusou a geração de 178 empregos.

Para a diretora da regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, o resultado de janeiro demonstra que, apesar de a economia ter começado a dar alguns sinais positivos nos últimos meses, ainda não foram suficientes para provocar mudanças significativas no desempenho da construção civil no ABC.

Rosana destacou que já é possível notar alguns indícios, como o acréscimo de 178 trabalhadores em São Caetano, que está em linha com o pequeno crescimento no estoque de vagas registrado no Estado de São Paulo como um todo (0,26%).

“A economia da região es­tá muito ligada à indústria automotiva e a outros segmentos que também não deram sinais significativos de recuperação. Desta forma, a tendência é de que a inversão na curva descendente do nível de emprego ainda demore mais algum tempo para ocorrer”, previu.

Brasil

Em janeiro, a construção perdeu 1.282 vagas em todo o país, o que significou queda de 0,05% em relação a dezembro do ano passado. Trata-se da 28ª redução consecutiva, a qual reduz o estoque de trabalhadores no setor para 2,49 milhões. Na comparação com janeiro de 2016, houve perda 14,18%.

Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque de trabalhadores era de 3,57 milhões.

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