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Reforma vai dificultar acesso à aposentadoria, diz Dieese

Patrícia: “(proposta) aprofunda muitas desigualdades”. Foto: ReproduçãoO Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou ontem (20) nota técnica em que afirma que a reforma da previdência social vai restringir o direito à aposentadoria. “O que esse projeto vai fazer, sob a capa de igualdade de tratamento ao impor idade mínima e ampliar o tempo de contribuição, é condenar a maior parte dos trabalhadores brasileiros a não se aposentar mais”, disse a economista Patrícia Pelatieri, após participar de reunião com líderes de centrais sindicais.

Na avaliação da economista, um dos principais problemas do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) é acabar com parte das diferenciações previstas nas regras atuais, por sexo e ocupação. “Sob a aparente uniformidade que (a proposta) dá para todos os trabalhadores, na verdade, aprofunda muitas desigualdades”, destacou.

O estudo do Dieese foi feito a partir da comparação das regras existentes e as propostas de mudança, detalhando os impactos de cada medida. “Para garantir o valor integral do benefício, o trabalhador teria de contribuir por 49 anos, tempo que demonstra a utopia que será o desejo de se aposentar com valor integral, mesmo que calculado com base em toda a trajetória contributiva”, diz a nota técnica sobre o aumento do tempo de contribuição.

A economista ressaltou que o mercado de trabalho brasileiro é “extremamente desigual”, o que torna difícil para os trabalhadores contribuir ininterruptamente para atender as novas exigências. “Essa PEC trata de profunda transformação nas regras existentes de cobertura previdenciária”, acrescentou.

Pelas regras propostas, o trabalhador precisa atingir a idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição para poder se aposentar.

 

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