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Quem é o vilão de seus gastos: sua razão ou sua emoção?

Quem é o vilão de seus gastos: sua razão ou sua emoção?
Foto: Arquivo pessoal

Esse tema é bastante interessante e complexo, pois razão e emoção sempre estão “brigando” dentro de todos os seres humanos, principalmente quando o assunto é dinheiro.

O que podemos fazer para reduzir este conflito em nosso dia a dia financeiro?

A primeira reflexão é se questionar como seria nossa vida financeira se nossas decisões fossem mais racionais e menos emocionais.

Quer um exemplo de fácil entendimento?

Você já saiu de casa para comprar um único produto e, quando chegou ao shopping, viu na vitrine aquela super TV de 75 polegadas, o celular dos sonhos, aquela bolsa, aquele sapato, em fim aquilo que você deseja, MAS NÃO precisa naquele momento.

Então, como mágica, esses desejos de consumo te dão “aquela olhada” e você tem a certeza de que não conseguirá viver mais sem eles. Quando percebe, está saindo do shop­ping com uma sacolinha recheada de tudo que você NÃO precisava.

Claro que não foi sua razão que fez você comprar, pois seu propósito era apenas e tão somente comprar um único produto, lembra-se?

Porém, a emoção falou mais alto que a razão e comandou sua atitude. Além disto, a facilidade de pagamento e as milhas do cartão de crédito lhe deram a certeza que você precisava comprar.

Então, definitivamente, emoção não combina com consumo e investimentos!

Emoções são sentimentos ligados aos seres humanos, à vida e também aos sonhos. São reações e repostas a estímulos externos que recebemos.

Porém, para bem lidar com dinheiro, temos de aprender a usar a razão, a FRIEZA, tomar decisões com base em reais necessidades de consumo e investimento, o que claramente não é nada simples de ser feito.

Porém, existem dicas que ajudam a deixar nossa vida financeira mais racional.

Quando sentir vontade de comprar, pergunte-se: Eu quero? Eu posso? Eu DEVO/PRECISO comprar?

Muito provavelmente a resposta das duas primeiras perguntas será SIM, mas a resposta a terceira questão trará racionalidade a sua decisão.

Outra dica é: deixe para amanhã, não compre hoje. Volte para casa e, se no dia seguinte, você sentir alívio por não ter gasto aquele dinheiro ou por não feito um crediário, você confirmou que sua decisão era

EMOCIONAL.
Finalizo dizendo que, utilizando a racionalidade em suas decisões, você agregará mais critério ao consumo e, ao consumir com mais critério, provavelmente lhe sobrará mais dinheiro.

Boa sorte!

 

Sérgio Biagioni Junior trabalhou mais de 25 anos no mercado financeiro. É formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Banking, tem MBA em Controladoria e Custos e, atualmente, cursa pós-graduação na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais.

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