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Queda de movimento e desabastecimento preocupam comerciantes em SP

O centro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, apresenta baixo fluxo de automóveis e lotações nesta sexta-feira (25) devido à paralisação de caminhoneiros pelo país. O vendedor José Luis, 58, funcionário de uma rede varejista, comenta que a situação está assim desde quinta. “Ontem e hoje eu não consegui fazer nenhuma venda”, lamenta Luiz, que é comissionado.

A situação é parecida com a da avenida Marechal Tito, onde o tempo de espera pelos coletivos aumentou, deixando pontos de ônibus lotados durante todo o dia. Em um dia normal, no bairro passam cerca de 240 lotações por hora no horário de pico.

Em Mairiporã, na Grande São Paulo, o clima foi semelhante durante a manhã.

Para Carla Garcia, 49, dona de um restaurante no centro da cidade, o movimento de clientes no local estava normal, até hoje. “Sentimos mesmo hoje. Todos os dias foi tranquilo, mas hoje já diminuiu os pedidos”.

Carla conta também sobre a dificuldade de planejar o abastecimento. “Hoje recebemos metade do ovo que normalmente recebemos, nós compramos carne em frigoríficos de São Paulo e ainda não recebemos a lista da próxima semana com os produtos disponíveis e os preços. As verduras também, recebemos hoje normalmente, mas vamos ver o que terá na segunda”.

Segundo a comerciante, o movimento em toda a região caiu muito entre ontem e hoje. A cidade “está muito parada, o movimento caiu em todos os lugares, o comércio de Mairiporã depende muito de quem vem de fora, principalmente nos finais de semana. Ontem ainda tinha a fila dos postos de gasolina e mercados, hoje nem isso.”

AÇOUGUE

Em um açougue de bairro, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, as vendas aumentaram, garante o gerente Isanino Trindade, 45. Diz que começa a faltar carnes que vem de Mato Grosso devido à paralisação de caminhoneiros pelo país. “Os clientes estão com medo pela greve e estão comprando mais. Temos estoque suficiente no momento, mas se até domingo não chegar o carregamento vamos ter que dar um jeito de ir atrás”, diz.

O preço, no entanto, não subiu.
Maria Miranda, 40, aproveitou que está em casa para fazer compras. “Estou com medo de acabar tudo e não sabemos quando a situação irá normalizar”. Maria não conseguiu ir ao trabalho pela manhã por falta de ônibus.

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