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Quarta Revolução Industrial aguarda a internet 5G, que só chegará no próximo ano

Quarta Revolução Industrial aguarda a internet 5G, que só chegará no próximo ano
A indústria 4.0 vai conectar diferentes tecnologias. Foto: Arquivo

É inegável o sentido de urgência em qualquer debate relacionado à chamada Quarta Revolução Industrial, mas as discussões eclipsam um fato: a tecnologia que vai acelerá-la não chegou ao mercado. Trata-se do 5G, capaz de conectar internet ultrarrápida a todo tipo de coisa.

Ainda que demonstrações pontuais tenham sido feitas – a mais recente na Olimpíada de Inverno, neste mês –, a previsão é que o processo comercial comece apenas no ano que vem. A definição técnica do padrão aconteceu apenas recentemente.

Além disso, a GSMA, a entidade que congrega as te­les, prevê que a expansão se­rá mais lenta que a do 4G, a tecnologia mais avançada atualmente, por falta de investimentos em rede e incertezas operacionais em vários países.

Tema do Fórum Mundial de Davos há dois anos, a Quarta Revolução Industrial tem protagonizado discussões no Mobile World Congress, principal feira do setor de telecomunicações, que ocorre nesta semana em Barcelona.

A primeira Revolução Industrial começou no século 18, impulsionada pela máquina a vapor. A segunda, na virada do século 19 para o 20, teve como símbolos a eletricidade e o telefone. A terceira, a partir do final do século 20, gravitou em torno do computador pessoal e da internet.

O ciclo que está perto de começar deverá se basear em inteligência artificial, internet das coisas, robôs, drones e sensores. “Uma questão-chave da Quarta Revolução Industrial é que acontece enquanto todas essas tecnologias estão surgindo e colidindo entre si”, afirmou Mohamed Kande, vi­ce-presidente da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Uma das consequências es­peradas é que fiquem ainda mais borradas as fronteiras en­tre as indústrias.

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