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Putin fala em terrorismo como causa das explosões em São Petersburgo

Putin: “naturalmente, sempre analisamos todas as possibilidades, acidental, criminal e, claro, de caráter terrorista”. Foto: © Sputnik/ Aleksei NikolskyUma explosão no metrô de São Petersburgo, no oeste da Rússia, deixou ao menos dez mortos e 39 feridos. As informações foram confirmadas pelas autoridades russas, que investigam as causas do incidente, sem descartar a possibilidade de um atentado terrorista. Uma segunda explosão, mencionada por algumas testemunhas, não foi confirmada.

Informações preliminares citam um artefato explosivo na estação Sennaya Ploshchad. O dispositivo estaria coberto por estilhaços, uma técnica utilizada para maximizar o dano ao redor.

Segundo o comitê de anti-terrorismo russo, agentes de segurança encontraram e desativaram um artefato explosivo em outra estação de metrô.

Todas as estações de metrô em São Petersburgo foram temporariamente fechadas.

Circulam imagens de destroços em uma plataforma e pessoas deitadas no chão. A porta de um dos vagões está retorcida pelo que parece ser uma explosão e há fumaça dentro do túnel. Em um vídeo, passageiros tentam resgatar vítimas de dentro do trem, entre as ferragens.

O presidente russo, Vladimir Putin, estava na cidade -a segunda em tamanho na Rússia- e planejava se reunir ali com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Foi informado sobre a explosão, segundo seu porta-voz, Dmitry Peskov.

Putin disse que ainda é “muito cedo” para determinar o que causou o incidente, mas a ação poderia ser “criminosa ou terrorista”. “Naturalmente, sempre analisamos todas as possibilidades, acidental, criminal e, claro, de caráter terrorista”, afirmou Putin, ao informar que está em contato com seus serviços de seguranças e ofereceu condolências às famílias das vítimas.

A Rússia foi atacada, no passado, por militantes chechenos. Em 2010, duas mulheres-bomba atingiram o metrô de Moscou, deixando 38 mortos. Havia ameaças de novas ações desses grupos.

Outro risco são os radicais que viajaram à Síria e ao Iraque para lutar ao lado da organização terrorista Estado Islâmico. Estima-se que sejam mais de 3.500 pessoas, cujo retorno à Rússia ofereceria um desafio para as agências de segurança.

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