Política-ABC, Santo André, Sua região

PT vê retrospecto de reeleição ameaçado

O eleitorado de Santo André volta às urnas amanhã (30), dividido entre os projetos do prefeito Carlos Grana (PT) e do ex-secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Urbanos Paulinho Serra (PSDB). Pela primeira vez em dez anos, o PT de Santo André vê seu retrospecto de reeleições ameaçado, após o representante da legenda receber pouco mais da metade dos votos dados ao rival tucano. Na primeira fase do pleito, Serra teve 119.540 votos, o que corresponde a 35,85% do total válido, contra 67.628 de Grana (20,28%).

Desde 1997, quando a reeleição para os cargos de chefe do Executivo foi autorizada por meio de uma Emenda Constitucional, o PT emplacou dois candidatos na cidade – Celso Daniel e João Avamileno – e ambos conseguiram renovar os mandatos em 2000 e 2004, respectivamente. Após a aprovação da emenda, apenas o ex-prefeito Aidan Ravin (PSB, então no PTB) não conseguiu se reeleger, em 2012.

O histórico positivo da sigla, porém, contrasta com o mau retrospecto de “viradas” na cidade. Desde 1992, quando foram instituídas as regras que autorizaram o segundo turno no país, Aidan foi o único, em 2008, que conseguiu driblar a desvantagem na primeira etapa e sair vitorioso ao final do pleito, disputado contra o petista Vanderlei Siraque.

A situação se agrava ainda mais com a forte rejeição ao PT, que vem sendo amplamente explorada pela campanha de Serra.

Apesar do cenário, na última semana antes da eleição, tanto Paulinho quanto Grana mostraram confiança na vitória. Serra se apoia no resultado do primeiro turno e em pesquisas que o colocam à frente do adversário. O petista, por sua vez, afirmou em “comício da vitória” que está a “centímetros” de diferença do rival e que aposta na virada no segundo turno.

Ataques 

A campanha do segundo turno foi marcada por ataques entre os candidatos. Após surpresa com o avanço de Serra para a segunda fase da eleição – o PT projetava disputar com Aidan no 2º turno –, Grana decidiu investir na estratégia de “desmascarar” Paulinho, com críticas ao projeto tucano e à deserção do governo por parte do rival. Serra, por sua vez, reforçou a mensagem de que representa “o novo” e concentrou ataques ao PT e à “forma de governar” da legenda.

Em linha com a agenda de candidatos derrotados no primeiro turno, o discurso antipetista rendeu duas importantes declarações de apoio a Serra. Os ex-postulantes Ailton Lima (SD), que obteve 15% dos votos, e Rafael Daniel (PMDB), que computou 3,21%, anunciaram adesão ao projeto do tucano. Grana, no entanto, não recebeu nenhum apoio no segundo turno, já que os demais candidatos optaram pela neutralidade.

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