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PT quer montar bancada para futura eleição de Lula em 2018

Filippi: “se chegar até a Câmara, vou cumprir quatro anos”. Foto: Divulgação/ Felipe GarciaA direção nacional do PT convocou os ex-prefeitos da legenda a se candidatarem a deputado federal em 2018. A estratégia é montar uma bancada numerosa para que, em 2018, com uma possível eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, haja condições de governabilidade. “Recebi uma diretriz, uma determinação da direção partidária, não só para mim, mas que todos os ex-prefeitos, dentro das suas condições, cogitassem ser candidatos à Câmara”, relatou o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Junior.

Na noite de ontem (31), o PT de Diadema promoveu uma plenária com cerca de 80 pessoas, em apoio à pré-candidatura de Filippi. “Foi um pedido da direção nacional, mas certamente uma visão do Lula. Isso representa um esforço para que a gente recomponha uma bancada que já foi maior do que a que temos hoje aí”, declarou. O ex-prefeito afirmou que foi essa orientação que o motivou a novamente disputar um cargo eletivo, após ter recusado, em 2016, a ser candidato a prefeito de Diadema.

Filippi destacou que não tem a pretensão de ter apoio unânime, mas que tentará angariar a maior parcela possível para a sua candidatura. O vereador Ronaldo Lacerda também colocou sua pré-candidatura a deputado federal. “Quando uma possível reforma política apontava para o “distritão”, seria inviável pensar em mais de uma candidatura na cidade. Como ao que parece tudo deve permanecer como está, a minha candidatura, a do Ronaldo e até a do Vicentinho (deputado federal Vicente Paulo da Silva, que transferiu seu título para a cidade em 2015), qualquer uma que some para o partido é bem-vinda”, completou.

O discurso do ex-prefeito destoa bastante do adotado por Lacerda, que já declarou ao Diário Regional que dentro do PT já era dada como certa a aposentadoria de Filippi. “Com a sua recusa em disputar a prefeitura em 2016, os grupos dentro do partido começaram a montar projetos, tanto para 2018, quanto para 2020”, afirmou em junho. “Sobre uma aposentadoria, apenas o povo é quem pode me dizer”, rebateu.

Pulverização

Questionado sobre uma possível pulverização dos votos com três candidaturas na cidade, Filippi afirmou que mais importante do que ter um representante do município é contar com representação regional. “Até mesmo porque, não dá para cada cidade ter o seu candidato eleito. O PT de Diadema vive seu pior momento partidário em 35 anos e essa pode ser uma tática para reconstruir o partido, já com vistas à 2020”, completou.

Sobre ser eleito e abandonar o mandato para concorrer novamente à prefeitura, José de Filippi é taxativo. “Se chegar até a Câmara, vou cumprir quatro anos de mandato. Ter ficado de fora da disputa em 2016 propiciou ao partido pensar outras lideranças. Temos o Maninho (ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, que concorreu ao Paço diademense ano passado), o ex-prefeito Mario Reali e outros nomes que ainda podem surgir”, concluiu.

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