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PSol aposta em estudante de 21 anos na disputa pela Prefeitura de Diadema

PSol aposta em jovem estudante de 21 anos na disputa pela Prefeitura de Diadema
Rafaela e Barbosa (foto de arquivo): “nada em nosso trabalho é individual. Tudo é construído com união”. Foto: Divulgação

Estudante de direito, mobilização estudantil de 2015 despertou em Rafaela Boani o gosto pela política e por ajudar as pessoas

A estudante de direito Rafae­la Boani de Queiroz Bonifácio, de 21 anos, é a aposta do PSol de Diadema na busca pelo Paço nas eleições deste ano. Tendo ao lado, como pré-candidato a vice-prefeito Vitor Barbosa, Rafaela é fruto do movimento estudantil de 2015, quando estudantes secundaristas ocuparam escolas entre novembro e dezembro do mesmo ano, em protesto contra a reorganização do ensino público proposta pelo então governador Ge­raldo Alckmin (PSDB).

A mobilização terminou com 213 escolas públicas ocupadas e diversos protestos nas ruas, o que resultou na queda de Herman Voorwald, à épo­ca secretário de Educação, e na suspensão do plano do governo paulista.

“Minha trajetória na cidade, na verdade, começou em 2013, quando teve aumento das passagens dos transportes e fui pela primeira vez em uma manifestação. Depois disso, percebi que gostaria de lutar pelas pessoas, mas só conseguia fazer por mim. Porém, a explosão para eu entrar na política foram as ocupações de 2015”, pontuou.

Segundo Rafaela, durante o movimento estudantil teve a oportunidade de conhecer diversos integrantes do PSol e percebeu semelhança de ideias e ideais com os do partido. “Tínhamos muita em coisa em comum. Os meus pensamentos eram os mesmos do partido, tanto que o sr. Cruz (José dos Santos, presidente do diretório em Diadema) brinca que tenta me levar (para o PSol) desde 2016, mas só vim agora, em 2020. Falo que tra­balhamos muito com conexão, mas também tenho a liberdade de me expressar. Essa liberdade foi uma das coisas que me chamou atenção (para a sigla)”, pontuou.

A jovem destacou que o fato de disputar o posto com políticos de mais experiência a motiva. Rafaela afirmou que pelo fato de ser mulher e jovem já há muito preconceito por parte de alguns, mas ressaltou que o respeito vem antes de tudo. Rafaela disse, ainda, que juntou sua juventude com a experiência de Barbosa e de Cruz. “Nada em nosso trabalho é individual. Tudo é construído com união.”

Vitor Barbosa destacou que a pouca idade de Rafaela não impede a conexão de ideias. “Primeiro, é uma honra ser vice dela por sua história. Rafaela representa 90% da população de Diadema. Somos filhos de Diadema. Então, temos uma história muito próxima. Rafaela sabe o dia a dia da cidade e, por isso, nosso foco são as políticas públicas.”

Cruz afirmou que a opção por colocar a pré-candidatura de Rafaela tem como base uma das diretrizes do partido, que é dar voz às mulheres por meio da participação na política. Segundo o presidente do diretório diademense, 60% dos candidatos do Psol a vereador na cidade são mulheres. “No PSol as mulheres não entram na chapa só para fazer número. Lutamos pelos direitos delas. Tivemos uma mulher como vice de (Guilherme) Boulos (candidato à presidência da República em 2018) uma mulher (Sônia Guajajara). Tivemos Lisete (Arelaro), candidata a governadora (de São Paulo em 2018). Se as mulheres são maioria e, de certa forma, marginalizada pelo viés machista (na política), precisamos mudar essa situação e vimos na Rafaela essa oportu­nidade”, pontuou.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Para Rafaela, o cenário po­lítico e social de Diadema e do país é muito complicado. A jovem afirmou que sente na pele as mazelas pelas quais passa a população, já que faz uso do transporte coletivo, da saúde pública, além de ser oriunda do ensino público. “Vejo muito o caos em que a gente vive. Bato na tecla das políticas públicas e a gente (do Psol) defende isso. Hoje não conseguimos en­xergar isso na atual gestão e é preocupante. As pessoas estão assustadas e precisam de uma saída, e a melhor saída são as eleições municipais. Por isso me coloquei como opção para levar essas demandas, esses pensa­mentos, a outros lugares.”

Em relação a concorrer as eleições em ano afetado pela pandemia de coronavírus, a pré-candidata destacou que é preocupante o cenário, mas que “quando a gente quer, consegue”. “Um dos motivos de eu entrar na disputa é porque quero ouvir as demandas e os pensamentos dos munícipes e, então, tentar mudar isso. Quero que as pessoas tenham acesso sobre a situação real da prefeitura, elas têm esse direito. Quero passar para a população o conhecimento”, afirmou.

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