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PSDB de Diadema busca mudanças em nova composição

Ex-presidente José Augusto foi destituído pela direção estadual. Foto: ArquivoApós sair da eleição de 2016 menor do que entrou, o PSDB de Diadema vive a expectativa da mudança em sua comissão provisória. O partido ocupou de 2013 a 2016 duas cadeiras no Legislativo, tendo o ex-vereador José Augusto da Silva Ramos como o mais votado da cidade. No ano passado, nenhum parlamentar foi eleito, e a direção estadual decidiu pela dissolução da comissão provisória.

A decisão do então presidente, José Augusto, de manter o partido na base aliada do prefeito Lauro Michels (PV), sem ao menos indicar o candidato a vice-prefeito na chapa, foi ponto de atrito com o coordenador regional, Márcio Canuto. “Estive em Diadema várias vezes. Tentei dialogar e conscientizar sobre o cenário que estava se desenhando”, disse Canuto.

“Temos outras forças na cidade. Pessoas que já estão no partido, ou mesmo lideranças que não têm vivência na política, empresários, mas que podem agregar ao projeto de crescimento da legenda”, afirmou Canuto. A reunião que estava marcada para o dia 17 na sede da direção estadual do partido, foi adiada para o dia 24. O coordenador não descarta mudança de posição com relação ao governo após a nova direção assumir. “Vai depender do perfil da nova executiva”, ponderou.

Até o momento, duas nominatas foram apresentadas. O atual secretário de Segurança Alimentar, Atevaldo Leitão, encabeça uma delas. A outra tem como pretendente a presidente o advogado e ex-candidato a vereador Alexandre Diniz, que saiu do PSBD no ano passado e está filiado ao PSB, cujo presidente é o presidente da Câmara e primo do prefeito de Diadema, Marcos Michels.
Leitão destaca que tem conversado com Canuto desde o ano passado e que acredita que tenha chegado a hora de fazer parte da executiva. “Entendo que temos que abrir o partido. Tive a oportunidade de mudar de legenda, mas optei por ficar, por fidelidade, e fiquei com o ônus de não ter sido eleito”, pontuou.

Diniz destaca que a insistência do partido em permanecer na base de Michels sem apresentar candidato majoritário foi um dos motivos para sua saída, após 14 anos de filiação. “Gosto e me identifico com os valores do PSDB. Voltar seria a oportunidade de fazer as coisas de forma diferente”, declarou.

O assessor especial de Michels e ex-vice-presidente do PSDB, José Dourado, espera que o partido continue com o mesmo grupo que vinha à frente da direção (seu filho, Fagner Dourado, compõe a nominata com Leitão). “Fizemos um bom trabalho pelo partido em âmbito regional. Os candidatos a deputado estadual e federal, mesmo de fora, sempre foram bem votados e isso tem um peso”, ponderou.

José Augusto não foi localizado.

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