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Protestos contra reforma da Previdência tomam as ruas de 23 Capitais e do DF

Segundo a CUT, ato realizado na Avenida Paulista reuniu 200 mil pessoas. Foto: Paulo Pinto/AGPTAo menos 23 Capitais e o Distrito Federal registraram protestos de movimentos sociais e sindicatos de diversas categorias contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária patrocinadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

A interrupção de serviços de transporte público e o bloqueio de vias causaram congestionamentos em várias cidades. Professores, bancários, motoboys e metalúrgicos, entre outras categorias, também aderiram ao dia de protestos.

São Paulo amanheceu sem metrô e sem ônibus ontem, o que provocou o maior congestionamento do ano: 201 km. Motoristas e cobradores ligados ao Sindicato dos Condutores mobilizaram 17 empresas da Capital e de Guarulhos, Alto Tietê, ABC e Baixada Santista, até as 8h.

Ao longo do dia, entretanto, o transporte pú­blico foi normalizado na Capital.

À tarde, integrantes de centrais sindicais e de movimentos sociais ocuparam as duas pistas da Avenida Paulista, em ato que, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), reuniu 200 mil pessoas. A PM não divulgou estimativa de público.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Paulista e discursou ao final do ato. “Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra Dilma, contra os partidos de esquerda, mas também para acabar com as conquistas da classe trabalhadora”, disse.

Além de protestar contra as reformas, os manifestantes traziam pauta variada, pedindo a saída de Temer e a convocação de eleições.

Vagner Freitas, presidente da CUT, afirmou que não há hipótese de negociação com o governo em torno das reformas. A central promete expor publicamente todos os parlamentares que votarem contra o “inte­resse dos trabalhadores”.

Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) não compareceram à manifestação da Paulista.

ABC

Na região, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paralisou as atividades na Volkswagen, em São Bernardo, por 24 horas. A previsão era parar a fábrica no primeiro turno e seguir com os trabalhadores em passeata até a agência da Previdência, no Centro. Porém, como a maior parte dos metalúrgicos não conseguiu chegar à empresa, devido à paralisação dos motoristas de ônibus, inclusive de fretados, a caminhada foi cancelada.

Metalúrgicos ligados à Força Sindical também realizaram ato contra as reformas no Centro de Mauá.
Cerca de 800 trabalhadores da Colgate Palmolive, localizada no km 14 da Via Anchieta, em São Bernardo, paralisaram atividades durante duas horas pela manhã, sob orientação do Sindicato dos Químicos do ABC.

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