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Protestos atingem 27 batalhões no Rio de Janeiro, e policial é presa

Manifestações foram iniciadas na manhã de ontem, em protesto contra atrasos de salários e más condições de trabalho da PM. Foto: Fábio Gonçalves/Fotoarena/Folhapress

Protestos de mulheres de policiais militares atingiram 27 batalhões no Estado do Rio. A corporação, porém, diz que o policiamento não foi prejudicado. As manifestações foram iniciadas na manhã de ontem (10), em protesto contra atrasos de salários e más condições de trabalho.

A exemplo do que ocorreu no Espírito Santo, as mulheres têm se posicionado em frente aos batalhões, para tentar evitar a saída dos policiais para o patrulhamento. Segundo a polícia, porém, em apenas quatro unidades houve bloqueio na entrada e saída de veículos.
Ainda assim, segundo a PM, o policiamento de rotina nas áreas de atuação não foi atingido. A reportagem apurou, porém, que, em alguns casos, as trocas de turno foram feitas fora do batalhão, para evitar conflito com as manifestantes.

“Não existe paralisação da Polícia Militar, e sim uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. Estamos atentos às mobilizações e conscientizando a tropa da importância da nossa presença nas ruas”, disse a corporação, em nota. Desde quarta (8), o comando da PM tem apelado à população sobre os riscos de uma paralisação, como a que ocorre no Espírito Santo.

No 12º BPM, em Niterói, na região metropolitana da capital, a reportagem da Folha presenciou uma discussão entre um oficial e as manifestantes sobre a permissão de acesso à unidade, que estava bloqueada por uma faixa amarrada em duas tendas. “Vocês podem até segurar essa faixa aqui na entrada, mas amarrar, não. Vamos garantir a passagem”, ordenou o oficial, sendo prontamente atendido.

Na manhã de ontem, uma oficial lotada no 31º BPM (Barra da Tijuca) foi presa administrativamente por incitar os colegas à greve em redes sociais. A capitão Ana Paula Moutinho escreveu que a população deveria “fugir para as montanhas” porque a corporação só cuidaria dos seus interesses. Segundo a PM, a capitão ficará detida até amanhã (12).

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