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Promotora que exibiu apoio a Bolsonaro sai do caso Marielle

Promotora que exibiu apoio a Bolsonaro sai do caso Marielle
Em fotos, Carmen aparece ao lado do deputado Rodrigo Amorim, que quebrou placa de rua com nome da vereadora. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, do Ministério Público do Rio, pediu no final da tarde desta sexta-feira (1º), para se afastar do caso Marielle Franco. Na manhã desta quinta-feira, fotos de Carmen que mostravam apoio ao presidente Jair Bolsonaro vieram à tona e passaram a ser usadas para colocar em xeque a isenção dela na investigação do assassinato da vereadora. Em uma das imagens, ela aparece ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim, que quebrou uma placa com o nome da vereadora no ano passado.

Em carta publicada pelo MP, Carmen disse que a repercussão das fotos afetou seu ambiente familiar e de tra­balho. Defendeu ainda que em nenhum momento seu posi­cionamento político no âmbito pessoal influenciou a atuação no órgão investigativo.

“Nessa perspectiva, em ra­zão das lamentáveis tentativas de macular minha atuação séria e imparcial, em verdadeira ofensiva de inspiração subalterna e flagrantemente ideológica, cujos reflexos negativos alcançam o meu ambiente familiar e de trabalho, optei, voluntariamente, por não mais atuar no caso da Marielle e Anderson”, escreveu a promotora.

Em nota, o MP informou que os pais da vereadora se reuniram com o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta sexta-feira e defenderam a permanência de Carmen à frente do caso. A promotora, porém, pediu para ser afastada.

Carmen estava na coletiva de imprensa em que as promotoras do Gaeco afirmaram que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra mentiu ao associar Bolsonaro a Elcio Vieira de Queiroz, um dos presos pela morte de Marielle. As promotoras garantiram que quem autorizou a entrada de Elcio no condomínio foi Ronnie Lessa, vizinho do presidente e acusado de disparar os tiros contra a vereadora.

MORO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta sexta-feira, que “conclusão provisória” aponta para tentativa de obstrução de Justiça nas investigações sobre o assassinato da vereadora. Disse, ainda, que “talvez seja o caso, realmente, de fe­deralização” das investigações.

Sergio Moro falou, também, que as investigações sobre o depoimento do porteiro poderão contribuir com informações que esclareçam os assassinatos de Marielle e Anderson. O ministro refutou acusações de que haveria “pressão política” para frear o andamento das investigações.

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