Comportamento, Serviços

Projeto “Inclusão, mais que um direito!” tem início em Santo André

Projeto está sendo implementado em outros 11 municípios da região metropolitana de São Paulo, escolhidos por sua importância territorial e populacional

Iniciativa promove capacitação sobre preservação de direitos e prevenção da violência contra crianças e adolescentes com deficiência intelectual. Foto: Alex Cavanha/PSA
Iniciativa promove capacitação sobre preservação de direitos e prevenção da violência contra crianças e adolescentes com deficiência intelectual. Foto: Alex Cavanha/PSA

A Prefeitura de Santo André deu início nesta terça-feira (7) ao projeto “Inclusão, mais que um direito!”. O objetivo da inciativa é capacitar os servidores que atuam na rede de atendimento ao munícipe sobre os direitos das crianças e adolescentes com deficiência intelectual, além de preparar os profissionais para identificar e intervir em situações de violência e violação de direitos.

O projeto é fruto de uma parceria da Prefeitura, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Escola de Ouro e Escola de Governo, com o Instituto Jô Clemente, uma organização sem fins lucrativos com mais de 62 anos de atuação em prol da inclusão da pessoa com deficiência. A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) também apoiam a iniciativa.

A primeira aula da formação, composta por quatro encontros e um seminário, aconteceu no auditório da Câmara Municipal, e contou com a presença de cerca de 100 profissionais provenientes das Secretarias de Saúde, Educação, Assistência Social e Unidade de Assuntos Institucionais e Comunitários, além dos novos conselheiros tutelares eleitos para atuar no município.

Na ocasião foi realizada a assinatura de acordo de cooperação entre Prefeitura de Santo André, por meio do secretário da Pessoa com Deficiência, Jobert Minhoca, e o Instituto Jô Clemente, por meio da coordenadora da defesa e garantia de direitos da entidade, Deisiane Paes.

“Essa parceria com o Instituto Jô Clemente é mais um importante passo para alcançarmos uma Santo André para todos. O projeto está capacitando profissionais que trabalham na rede de apoio às crianças e adolescentes da nossa cidade, garantindo um atendimento de qualidade. Ao finalizarem o treinamento, os profissionais estarão conscientes dos direitos garantidos para as crianças e adolescentes com deficiência oferecendo o amparo necessário para o seu bem-estar”, afirma o secretário da Pessoa com Deficiência, Jobert Minhoca.

O projeto foi desenvolvido em quatro módulos, em que serão abordados os seguintes temas: “deficiência um convite para conhecer as diferenças” “deficiência intelectual”, “criança e adolescente: história, cultura e contextos atuais”, “família”, “violação de direitos contra criança e adolescente com deficiência“, “prevenção à violência”, “introdução à política pública e legislações” e “trabalho em rede: enfrentamento e prevenção”. O seminário encerra a formação com a análise da realidade municipal para este tema.

De acordo com a coordenadora da defesa e garantia de direitos do Instituto Jô Clemente, Deisiane Paes, a ideia do projeto é convidar os profissionais das diversas áreas da Prefeitura para, juntos, pensarem a respeito de como o município atende uma criança ou um adolescente com deficiência, quais os serviços que existem e, também, visando preparar os profissionais para identificar e agir em caso de violação de direitos e de violência.

“A proposta do projeto é conversar sobre esse tema, destacar quais são os direitos para crianças e adolescentes com deficiência intelectual e como intervir quando esses direitos forem violados, discutir formas de prevenção à violência, como essa rede de apoio do município se articula e como a gente pode pensar em novas políticas públicas para aperfeiçoar esse serviço que já acontece no município”, diz Deisiane.

O projeto “Inclusão, mais que um direito!” está sendo implementado em outros 11 municípios da região metropolitana de São Paulo, escolhidos por sua importância territorial e populacional, além da sua complexidade no oferecimento de serviços e implementação de políticas públicas.

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