Esportes, Futebol

Projeto ensina futebol e cidadania em Diadema

Projeto ensina futebol e cidadania em Diadema
José Carlos e Cléber posam ao lado de garotos para os quais dão aula no Casa Grande. Foto: Divulgação

Proporcionar a crianças e adolescentes de Diadema acesso a esporte gratuito e formação psicossocial, de forma a desenvolver neles espírito de cooperação e trabalho em equipe, é o principal objetivo do projeto Bola, Educação e Cidadania, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Água Santa. Porém, a iniciativa criada em 2003 não se limita a educar a garotada e tem funcionado também como ce­leiro de jogadores profissionais.

Passaram pelo projeto, por exemplo, o atacante Neilton, do Vitória; o meia Lelê, do Botafogo-SP, e o lateral-esquerdo Romário, emprestado pelo Santos ao Ceará.

O programa possui nove escolas espalhadas pela cidade. Na unidade do bairro Casa Grande, por exemplo, há matriculados cerca de 400 jovens com idades entre 5 e 16 anos, que participam de treinos gratuitos realizados de terça a sexta-feira.

Cada uma das dez categorias existentes – definidas de acordo com a faixa etária – participa das atividades duas vezes por semana.

Atualmente, os destaques da unidade têm de 6 a 8 anos. São eles os goleiros Miguel e Raul, os gêmeos Carlos e Victor, além de Diogo Gomes, Talles e Lucas, que já estão sendo observados pelo Netuno.

À exceção dos goleiros, os demais ainda não têm posição definida. À beira do gramado da unidade está o agente esportivo José Carlos de Souza, 59 anos, que ensina futebol para a garotada há 24 anos.

“Os garotos não têm posição fixa e rodam o campo até que a gente encontre uma posição em que se encaixam melhor”, explicou.

José Carlos destacou, no entanto, que a prioridade do projeto é formar cidadãos. “Nosso principal trabalho é incentivar os garotos a estudar e ensinar o lado certo e o lado errado da vida. O resto é consequência”, afirmou o professor, que divide o trabalho com outro instrutor, Cléber Gonçalves.

Antes de ensinar a garotada, José Carlos jogou no futebol amador de Diadema e São Bernardo. Profissionalmente, defendeu o Corinthians de Presidente Prudente, mas ficou pouco tempo no clube do Interior paulista. “O salário era muito baixo”, recordou o professor, que também teve uma academia de taekwondo.

“Ensinar os meninos é minha vida, pois amo o que faço e adoro estar no campo, no meio das crianças. Hoje, tenho a honra de dar aula a filhos e netos de pessoas que eu treinei há muitos anos”, revelou o mineiro de Itamonte. “Saber que um garoto que treinei está em um grande clube, ou então cursando uma faculdade e bem estruturado na vida, mesmo que esteja fora do futebol, é muito gratificante.”

Para participar das aulas, o pai ou responsável deve comparecer em uma das nove escolas com declaração escolar, RG ou certidão de nascimento e carteira de vacinação.

 

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