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Produto químico deixa feridos em área de reciclagem em Diadema; local é gerido pelos moradores

Aos menos quatro pessoas foram vítimas de queimaduras por produto químico em área de reciclagem na Vila Idealópolis, nas proximidades da comunidade Naval, em Diadema.

Segundo a prefeitura, assim que tomou conhecimento do incidente, mobilizou equipes de diversas secretarias para realizar o atendimento da ocorrência no local, onde funciona uma reciclagem que desde setembro de 2019 é administrada de maneira independente no formato de autogestão.

Conforme informado pela Secretaria de Saúde, a ocorrência foi recebida pelo SAMU às 13h52, pedido de apoio do COBOM (Corpo de Bombeiros) por “queimadura por piche em várias pessoas”. Foi encaminhada uma ambulância de suporte avançado de vida, que iniciou os atendimentos. No local, foi detectado não se tratar de piche, mas sim ácido sulfúrico.

Segundo nota da prefeitura, foram atendidas quatro vítimas. Uma mulher de 54 anos, com queimadura em globo ocular esquerdo, membros superiores e pescoço, levada ao Hospital Municipal de Diadema (HMD) pela equipe de Suporte Avançado de Vida; um homem de 46 anos, com queimadura em coxa esquerda e glúteos, também levado ao HMD pela equipe de Suporte Avançado de Vida; um homem com queimadura em braço e tronco, levado pelo COBOM para serviço particular em São Bernardo; e uma criança, levada para UPA em São Bernardo por meios próprios antes da chegada das equipes de resgate.

Prefeitura tenta transformar espaço em ecoponto

Sobre o local de onde teria vazado o ácido sulfúrico, a Prefeitura de Diadema, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, vem realizando estudos para retomar a administração do espaço desde o início do ano. O objetivo é transformar em um ecoponto municipal.

“Atualmente, o lado externo do equipamento está sendo ponto de descarte de entulho e bagulho, trazendo transtorno à vizinhança local. Assim, a Secretaria de Meio Ambiente da PMD vem com proposta de reforma do equipamento com a ocupação de uma das baias com duas caçambas de acesso externo e com intervenções paisagísticas, proposta esta já aceita pelas famílias”, detalhou relatório apresentado pela SMA no dia 5 de março.

No documento, a pasta também deixa clara a sua intenção de assumir a gestão nos mesmos moldes dos demais ecopontos disponíveis na cidade. O objetivo é que o espaço, integrado ao patrimônio do Departamento de Limpeza Urbana, sirva a todos os moradores da região, garantindo o controle e o correto manejo de materiais.

A decisão, no entanto, ainda depende de novas reuniões com as famílias que hoje administram o local.

Desde 17 de setembro de 2019, o local foi liberado, mesmo com obra inacabada, para ser posto de reciclagem de autogestão – administrado por 8 famílias moradoras da comunidade conhecida como Naval.

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