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Produção industrial cai 0,2% em julho e deve ter trajetória errática até o final do ano

Produção industrial cai 0,2% em julho e  deve ter trajetória errática até o final do ano
Produção de veículos automotores caiu 4,5% em julho. Foto: Divulgação/VW

A expansão da produção industrial no Brasil deve se manter errática e moderada até o final do ano, segundo avaliação de empresários e economistas.

A recuperação do setor tem como um de seus principais en­traves a incerteza causada pela eleição presidencial, em especial por sua polarização e pela grande quantidade de candidatos competitivos e com diferentes propostas para lidar com os problemas econômicos.

Além disso, a lenta recuperação do emprego e o reflexo moderado da queda dos juros básicos da economia nas taxas cobradas de consumidores e empresas dificultam a aceleração do setor, segundo os representantes das empresas

Com queda de 0,2% em ju­lho na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento alterna meses de avanço e retrocesso em 2018.

Dos 26 ramos pesquisados, dez apresentaram queda, com destaque para os de veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e os produ­tos alimentícios (-1,7%).

Apesar da queda quando se considera o mês imediatamente anterior, julho registrou alta de 4% se comparado com o mesmo mês do ano passado.

No acumulado de 2018, a produção industrial teve alta de 2,5%. Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado sobe para 3,2%.
Mauricio Nakahodo, economista do Banco MUFG Brasil, diz acreditar que o resto do ano será marcado por pequenas altas e quedas moderadas na comparação mês a mês.

Aspectos como a crise na Argentina – mercado que compra produtos industrializados brasileiros – devem ser uma nova barreira nos próximos meses, disse.

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